Operação deflagrada em março investiga exploração sexual e situação de trabalho escravo em Ribeirão Preto
Operação Sinderela: Justiça Federal assume o caso
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o processo da Operação Sinderela, que investiga casos de exploração sexual e situação análoga à escravidão em Ribeirão Preto, deve tramitar na Justiça Federal. A decisão, divulgada pela Procuradoria-Geral da República, resolveu um conflito de competência entre a Justiça Estadual e a Justiça Federal da cidade.
Prisões e Foragidos
Em março, cinco pessoas foram presas durante a operação. Um homem, já preso por outro crime, também foi alvo de mandado. Atualmente, quatro pessoas são consideradas foragidas pela Polícia Federal. Os investigados são acusados de aliciar, pelo menos, 38 transexuais de outros estados, via internet, com promessas de transformação corporal.
Exploração e Tráfico
De acordo com as investigações, os suspeitos, ligados a dez grupos criminosos que delimitavam territórios para prostituição em Ribeirão Preto, são acusados de exploração sexual e de crimes análogos à escravidão. A decisão do STJ garante que o caso será analisado pela Justiça Federal, especializada em crimes de grande repercussão e com atuação em âmbito nacional.
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A transferência da competência para a Justiça Federal demonstra a gravidade dos crimes investigados e a necessidade de uma atuação mais ampla na busca por justiça e responsabilização dos envolvidos. A complexidade do caso e a dimensão da rede criminosa exigem uma investigação aprofundada e articulada, com o objetivo de desmantelar completamente as atividades criminosas e garantir a proteção das vítimas.



