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STJ manda soltar ex-chefes do alto escalão da Prefeitura de Ribeirão Preto

Marco Antônio dos Santos, Layr Luchesi Júnior, David Mansur Cury cumprirão medidas alternativas
STJ solta ex-chefes
Marco Antônio dos Santos, Layr Luchesi Júnior, David Mansur Cury cumprirão medidas alternativas

Marco Antônio dos Santos, Layr Luchesi Júnior, David Mansur Cury cumprirão medidas alternativas

Após passarem um período detidos em decorrência da Operação Sevandija, o ex-superintendente da Codep e do Daerp, Marco Antônio dos Santos, juntamente com o ex-secretário da Casa Civil, Lair Locés Jr., e o ex-superintendente da Codep, Davi Mansur, foram soltos após a defesa obter habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Decisão do STJ e Condições da Soltura

A assessoria do STJ informou que a defesa dos acusados solicitou a extensão do habeas corpus concedido anteriormente ao ex-secretário de Educação, Ângelo Invernizzi Lopes. O ministro Sebastião Reis Júnior, da Sexta Turma do STJ, deferiu o pedido, resultando na soltura dos três. No entanto, eles estão proibidos de deixar Ribeirão Preto e devem comparecer à Justiça a cada 15 dias.

Impacto nas Investigações

O jurista Roberto Ecke ressalta que a concessão do habeas corpus não altera o curso das investigações ou o julgamento. Segundo ele, o fato de estarem soltos não interfere no andamento do processo, uma vez que as provas já estão sendo coletadas. A prisão preventiva havia sido decretada para evitar que os investigados pudessem atrapalhar as investigações.

Restrições e Próximos Passos

Os acusados estão proibidos de manter contato com outros investigados na Operação Sevandija e de frequentar órgãos públicos como a prefeitura, a Câmara de Ribeirão Preto, a Coderpe e o Daerpe. O Poder Judiciário será responsável por fiscalizar o cumprimento dessas restrições. O ministro Sebastião Reis Júnior justificou a decisão argumentando que a prefeita de Ribeirão Preto, apontada como líder da suposta organização criminosa, encontra-se em liberdade.

Outros investigados, como Marcelo Plastino, Maria Lúcia Pandofus e Sandro Rovane Silveira Neto, também foram soltos após concessão de habeas corpus. Permanecem presos Paulo Roberto Abril Jr., Vanilza da Silva Daniel e Alexandre Ferreira Martins. O Ministério Público informou que respeita a decisão da Justiça, mas mantém a convicção da necessidade das prisões para garantir o andamento das investigações, aguardando a decisão da Procuradoria Geral da Justiça sobre um possível recurso.

A decisão judicial permite que os acusados aguardem o julgamento em liberdade, enquanto as investigações prosseguem.

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