Variante BA.2 já é a mais predominante no mundo; pesquisador Vitor Engracia Valenti analisa o cenário
A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto divulgou números preocupantes sobre a pandemia: 16 mortes e 1.714 novos casos de Covid-19 foram registrados na última semana, representando um aumento de quase 50% nos diagnósticos e um crescimento de quase cinco vezes no número de óbitos em comparação à semana anterior.
Subvariante BA.2 de Ômicron
Um dos fatores que têm chamado a atenção das autoridades sanitárias é o crescimento da subvariante BA.2 da variante Ômicron. De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), essa sublinhagem apresentou um aumento de aproximadamente 34% em Ribeirão Preto. Em entrevista à CBN, o professor e pesquisador Victor Ingrácia Valente explicou que a BA.2 se dissemina com mais facilidade que a sublinhagem inicial de Ômicron, podendo ser transmitida por uma pessoa infectada a até 30% mais pessoas. Além disso, a BA.2 demonstra capacidade de reduzir a eficácia das vacinas, embora as doses de reforço ainda ofereçam proteção.
Aumento de Mortes e a Importância da Vacinação
O aumento significativo no número de mortes é um alerta para as autoridades. O professor Valente ressalta a possibilidade de subnotificação devido ao uso crescente de testes de farmácia, dificultando o monitoramento preciso dos casos. Apesar do cenário preocupante, ele destaca que a situação atual não se compara à gravidade dos anos de 2020 e 2021. A vacinação continua sendo crucial, com estudos indicando que a terceira dose aumenta em até 25 vezes a proteção contra as variantes de Ômicron, e a quarta dose oferecendo ainda mais proteção. O especialista sugere a possibilidade de campanhas anuais de vacinação contra a Covid-19, semelhantes às campanhas de vacinação contra a gripe.
Impacto do Carnaval e Previsões para os Próximos Meses
O professor Valente também comentou sobre o impacto do Carnaval e as previsões para os próximos meses. Embora tenha havido um leve aumento nas internações após o Carnaval, a situação se estabilizou. No entanto, a chegada do inverno e o consequente aumento de aglomerações em ambientes fechados podem contribuir para um novo aumento nos casos e internações, principalmente entre julho e atrássto. A vacinação continua sendo a principal ferramenta para mitigar os efeitos da pandemia, e a baixa adesão à quarta dose, principalmente entre os mais jovens, é motivo de preocupação.
Em suma, a situação em Ribeirão Preto exige atenção e cuidados contínuos. A combinação de uma subvariante altamente transmissível, a baixa adesão à vacinação e a chegada do inverno exigem vigilância e a manutenção das medidas preventivas para evitar um agravamento do cenário pandêmico.



