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Substâncias extraídas de galinhas mortas em Pontal não indicam o que teria causado a morte dos animais

Estudo foi feito pela USP Ribeirão; Polícia investiga a composição e de onde teria vazado o gás tóxico nos Campos Elíseos
morte de galinhas
Estudo foi feito pela USP Ribeirão; Polícia investiga a composição e de onde teria vazado o gás tóxico nos Campos Elíseos

Estudo foi feito pela USP Ribeirão; Polícia investiga a composição e de onde teria vazado o gás tóxico nos Campos Elíseos

Após quase um mês do vazamento de substâncias tóxicas em Pontau, na região do bairro Campos Elíseos, o departamento de Química da USP de Ribeirão Preto divulgou o laudo das análises realizadas. O documento, que foi entregue à Polícia Civil, aponta a presença de Epitano no ar, substância neurotóxica que pode causar diversos sintomas, mas não a morte, segundo o toxicologista Bruno Brandão.

Epitano e suas consequências

De acordo com o laudo, o Epitano, um hidrocarboneto utilizado como solvente industrial, foi encontrado nas amostras de material absorvente de ar coletadas no local do vazamento. A presença dessa substância no ar é incomum, e embora não haja relatos de mortes por Epitano na literatura, a polícia segue investigando. Importantemente, o Epitano não foi detectado em amostras biológicas das galinhas mortas após o incidente.

Análises complementares e investigação em andamento

Além do Epitano, a USP analisou materiais que apresentaram sinais de corrosão, como papéis, chaves, cadeados e moedas. Cinco dos sete materiais analisados apresentaram vestígios de hipoclorito de sódio. A origem do hipoclorito e se ele foi a única substância presente na névoa tóxica que atingiu cinco bairros ainda são pontos a serem esclarecidos pela investigação. A Polícia Civil, liderada pelo delegado Igor Dorsa, aguarda os laudos do IC (Instituto de Criminalística) e do IML (Instituto Médico Legal) para concluir as investigações, incluindo o exame necroscópico do corpo de Alessandra Alves da Silva, trabalhadora rural de 39 anos que faleceu após o incidente. A investigação também busca determinar a causa da morte de Alessandra e esclarecer a origem e a composição completa da névoa tóxica.

A investigação segue em andamento, com a análise dos resultados da USP e a espera pelos laudos complementares da Polícia Civil. O incidente em Pontau, que forçou a evacuação de mil pessoas e levou 95 ao atendimento médico, permanece sob investigação para determinar as causas e responsabilidades.

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