Levantamento do IBGE mostra que apenas 30% das empresas familiares chegam na 2ª filiação; confira o ‘Giro do Agro’
Sucessão Familiar no Agronegócio Brasileiro: Um Desafio para o Futuro
A sucessão familiar é um tema crucial para o agronegócio brasileiro, onde a estrutura de empresa familiar é predominante. Um planejamento inadequado pode gerar graves consequências, afetando não apenas o negócio em si, mas também a economia local. Dados do IBGE revelam que apenas 30% das empresas familiares atingem a segunda geração, e somente 5% sobrevivem até a terceira. Essa realidade destaca a falta de preparo dos herdeiros para assumir a liderança.
A Importância do Planejamento e da Capacitação
José Guilherme Nogueira, CEO da Organização das Associações de Produtores de Cana do Brasil, enfatiza a necessidade de um trabalho conjunto com as famílias produtoras. Com mais de 5 milhões de estabelecimentos rurais (Censo Agro 2017) e uma área total próxima de 350 milhões de hectares, a maioria dos gestores e proprietários está na faixa etária entre 42 e 75 anos. Embora o IBGE não ofereça uma estratificação mais detalhada, a realidade do setor canavieiro reflete a situação geral do agro. Uma sucessão bem-sucedida garante a preservação do patrimônio e a continuidade dos empreendimentos tradicionais.
A Geração de Mudança: Jovens e Tecnologia no Campo
Apesar dos desafios, há um cenário positivo: a crescente participação de jovens no campo. Sua familiaridade com as tecnologias digitais pode ser um diferencial para otimizar processos e modernizar as lavouras, assegurando a competitividade do agronegócio no futuro.
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O agronegócio brasileiro precisa se preparar para a transição geracional. Um planejamento eficaz da sucessão familiar, aliado à capacitação dos herdeiros e à incorporação de novas tecnologias, são fundamentais para garantir a prosperidade do setor e o desenvolvimento econômico do país.