Novidade trouxe alívio ao setor; produtor da região de Ribeirão Preto comenta a situação atual da produção
O Brasil continua líder mundial na exportação de suco de laranja, com produção majoritariamente concentrada em São Paulo. A safra 2023, iniciada em junho e que se estende até meados de dezembro, projeta um aumento de aproximadamente 40%, alcançando cerca de 15 milhões de caixas de laranja, segundo produtores da região de Ribeirão Preto.
Alívio para o setor: Fim da tarifa americana
Os Estados Unidos retiraram o suco de laranja brasileiro da lista de produtos sujeitos à tarifa de 50%, evitando grandes prejuízos para as exportações brasileiras. Essa medida é um alívio significativo para o setor, principalmente considerando que os EUA são o principal destino do produto.
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Impacto da decisão e importância do mercado americano
Para o ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, a tarifa poderia causar o desperdício de grande parte da safra, com frutas apodrecendo nos pés devido à impossibilidade de comercialização. A Associação Nacional dos Exportadores de Sucros Cítricos destaca que o mercado americano absorve cerca de 85 milhões de caixas de laranja por ano (300 mil toneladas processadas). A perda desse mercado criaria um excedente difícil de absorver em outros países. O especialista em relações internacionais, Rogério Onofre, afirma que a isenção da tarifa é crucial para o equilíbrio comercial entre Brasil e EUA, pois o mercado americano depende fortemente das importações brasileiras.
Cenário atual e perspectivas futuras
Embora a tarifa de 50% permaneça para frutas frescas, o impacto é menor, já que a maior parte das exportações brasileiras para os EUA é de suco. O setor de suco de laranja brasileiro é fortemente dependente do mercado americano. A retirada do suco da lista de tarifas garante a saúde econômica dos produtores e a estabilidade da cadeia produtiva. A situação continuará sendo monitorada para avaliar potenciais impactos futuros.



