Promotor responsável pelas acusações no caso Joaquim, Marcus Túlio Nicolino, faz uma análise do júri popular
O caso do assassinato do menino Joaquim teve desfecho no último sábado, com a condenação de Guilherme Longo a 40 anos de prisão e a absolvição de Natália Ponte. Em entrevista exclusiva ao Giro CBN, o promotor Marcos Túlio Nicolino detalhou o processo e a decisão do júri.
A Pena de 40 Anos para Guilherme Longo
Para o promotor, a pena de 40 anos aplicada a Guilherme Longo reflete a gravidade do crime e as circunstâncias envolvidas. Ele afirma que, desde o início, acreditava que a pena ultrapassaria os 30 anos, considerando o homicídio triplamente qualificado e a vítima ser menor de 14 anos. A decisão do júri, que reconheceu a culpa de Longo, foi crucial para a fixação da pena pelo juiz.
As Provas e a Questão da Caneta
A defesa de Guilherme Longo questionou a falta de uma caneta apreendida como prova, alegando falha na investigação. O promotor rebateu essa alegação, afirmando que a perícia realizada na época constatou a falta de insulina na caneta, e que o extravio posterior da caneta não invalida o laudo pericial. Ele comparou a situação ao extravio de uma arma de fogo após a perícia em um caso de homicídio, enfatizando que a prova pericial já havia sido realizada e validada.
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A Absolvição de Natália Ponte e os Recursos
O júri absolveu Natália Ponte, mãe de Joaquim. O promotor explicou que, embora Natália tenha apresentado falhas na condução da situação, como não internar Guilherme Longo antes do crime, o júri considerou que essas falhas não permitiam prever a gravidade do ocorrido. Ele afirmou que, tecnicamente, não há base para recurso por parte do Ministério Público, devido à fundamentação da decisão do júri.
O julgamento, que durou seis dias, foi considerado pelo promotor como conduzido de forma isenta e imparcial pelo juiz. Apesar de momentos tensos durante o interrogatório de Guilherme Longo, o promotor destacou a normalidade do processo e a clareza da apresentação das provas, que convenceram os jurados da culpa de Longo. O caso, que gerou grande repercussão, entra para a história do mundo jurídico como um processo complexo e marcante.



