Ouça a 1ª parte do debate sobre o caso na CBN Ribeirão
O caso do desaparecimento e morte de Joaquim, em Ribeirão Preto, chocou o Brasil em 2013. Um mês após o crime, a investigação apontava para o padrasto como principal suspeito. Este artigo busca recapitular os principais pontos do caso, com base em informações jornalísticas da época.
O Desaparecimento e as Primeiras Investigações
Na madrugada de 5 de novembro de 2013, Joaquim desapareceu de sua casa no bairro Jardim Independência, em Ribeirão Preto. A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros iniciaram imediatamente uma busca intensiva, considerando que Joaquim era diabético e necessitava de insulina a cada duas horas. A comunidade local se mobilizou na esperança de encontrá-lo com vida.
A Descoberta do Corpo e as Suspeitas
Cinco dias após o desaparecimento, o corpo de Joaquim foi encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos. A partir desse momento, a investigação se concentrou em Guilherme Longo, padrasto de Joaquim. Segundo o Ministério Público, Guilherme teria assassinado o menino por motivo fútil e de forma cruel. Depoimentos e evidências coletadas pela polícia apontavam para a possibilidade de uma superdosagem de insulina como causa da morte.
O Debate Jurídico e as Próximas Etapas
O caso gerou um intenso debate jurídico, especialmente em relação à validade dos depoimentos prestados por Guilherme sem a presença de um advogado. A defesa alegava que a ausência de assistência legal poderia comprometer a legalidade das provas. Paralelamente, a polícia buscava elementos que comprovassem a premeditação do crime, como a compra de uma quantidade excessiva de insulina. A mãe de Joaquim, Natália, também se tornou alvo de investigação, sendo considerada, no mínimo, omissa em relação aos cuidados com o filho.
A complexidade do caso Joaquim demandou uma análise minuciosa das evidências e dos depoimentos, buscando esclarecer as circunstâncias da morte do menino e responsabilizar os culpados.



