CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sumiço do menino Joaquim Ponte Marques completa dois anos

Indiciado por homicídio triplamente qualificado, padrasto Guilherme Longo aguarda julgamento na penitenciária de Tremembé
Joaquim Ponte Marques
Indiciado por homicídio triplamente qualificado, padrasto Guilherme Longo aguarda julgamento na penitenciária de Tremembé

Indiciado por homicídio triplamente qualificado, padrasto Guilherme Longo aguarda julgamento na penitenciária de Tremembé

O caso da morte de Joaquim Ponte Marques, ocorrida em 2013, ainda se arrasta na justiça. Após dois anos, o processo enfrenta um novo obstáculo: o pedido da defesa de Guilherme Longo, acusado de matar o próprio enteado de três anos, para a realização de um exame pericial nas vísceras da criança. O promotor responsável pelo caso, Marcos Túlio Nicolino, concedeu entrevista para esclarecer o andamento do processo.

A Prova Pericial Controvertida

Segundo o promotor Nicolino, toda a prova testemunhal já foi produzida e os réus já foram interrogados. No entanto, a defesa de Guilherme insiste na realização de uma perícia no Instituto de Criminalística de Brasília para analisar as vísceras do menino. O Ministério Público entende que essa nova perícia é inviável, considerando o estado em que o corpo foi encontrado e os resultados das perícias anteriores. Amostras coletadas na época foram enviadas para Brasília, mas ainda não houve resposta sobre a viabilidade do exame. A indefinição tem atrasado o andamento do processo, prejudicando inclusive o próprio Guilherme, que está preso preventivamente há quase dois anos.

Indefinição e Implicações Legais

A juíza responsável pelo caso não pode encerrar a instrução e dar oportunidade para as alegações finais enquanto a questão da perícia não for resolvida. O promotor Nicolino acredita que a insistência da defesa nessa prova pericial está emperrando o processo. Questionado sobre a solidez das provas já apresentadas, o promotor afirmou que tanto as provas da fase policial quanto as da fase judicial apontam para a responsabilidade de Guilherme e para a omissão de Natália, mãe de Joaquim.

As Provas Acumuladas

Dentre as provas que incriminam Guilherme, Nicolino destacou o trabalho do cão farejador, que rastreou o percurso da residência até o riacho onde o corpo foi encontrado, indicando que apenas Guilherme e a criança deixaram a casa naquela madrugada. Outra prova relevante é a falta de doses de insulina na caneta de aplicação, compatíveis com a superdosagem aplicada no menino. Além disso, não há indícios de que outras pessoas tenham entrado ou saído da casa naquela noite.

O promotor também mencionou o histórico de discussões entre Guilherme e Natália, o vício em drogas de Guilherme e as ameaças que Natália vinha recebendo. Dados do computador de Guilherme revelaram pesquisas sobre superdosagem de insulina, indicando um planejamento do crime. A avaliação psicológica dos réus também é considerada parte do conjunto probatório.

O Futuro do Caso

Apesar da complexidade do caso e dos entraves processuais, o promotor Nicolino acredita que a fase inicial do processo não deve demorar muito para ser encerrada. Ele espera que a juíza determine que ambos os réus sejam submetidos a julgamento perante o Tribunal do Júri, embora a defesa ainda possa recorrer dessa decisão. Quanto à viabilidade da nova perícia, Nicolino reitera que, devido ao estado de decomposição do corpo, a análise das vísceras dificilmente trará novas informações relevantes para o caso.

O caso Joaquim Ponte Marques segue em busca de uma resolução, com a expectativa de que a justiça seja feita.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.