No Brasil, Copom elevou a taxa de juros para 12,75% ao ano; confira a análise do Nelson Rocha no ‘CBN Economia’
A alta da taxa de juros nos Estados Unidos e no Brasil gerou o que analistas chamaram de “superquarta”, refletindo a inflação global. De acordo com Nelson Rocha Augusto, especialista em economia, essa inflação elevada é resultado de diversos fatores interligados.
Causas da Inflação Global
A seca e quebra na produção agrícola do ano passado, a guerra na Ucrânia afetando a produção de alimentos, fertilizantes e energia, e os lockdowns na China devido à Covid-19, impactaram as cadeias de produção e elevaram os preços. A recuperação pós-Covid em outras partes do mundo também contribuiu para esse cenário inflacionário.
Medidas dos Bancos Centrais
O Banco Central dos Estados Unidos elevou a taxa de juros em sua maior alta em 22 anos, sinalizando mais aumentos até o final do ano, possivelmente chegando a 3% – 3,5%. No Brasil, o Copom aumentou a taxa Selic para 12,75%, com a possibilidade de novos aumentos em junho. Apesar do objetivo de controlar a inflação, essas altas taxas de juros impactam negativamente a economia, afetando empresas, famílias e o governo, o maior endividado do país.
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Impactos e Perspectivas
As altas taxas de juros impactam negativamente os investimentos e o consumo, afetando principalmente as classes menos favorecidas. O aumento da dívida pública brasileira, próxima a 80% do PIB, torna-se mais oneroso. Embora haja sinais de recuperação no setor de serviços e no emprego, o impacto da taxa de juros pode diminuir esse impulso. A expectativa é de que a inflação diminua nos próximos meses, permitindo, quem sabe, uma redução da taxa de juros no final do ano. O cenário, no entanto, permanece desafiador.