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Supera Parque desenvolve mapeamento de ‘healthtechs’

Supera Parque desenvolve mapeamento de 'healthtechs'
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Supera Parque desenvolve mapeamento de 'healthtechs'

Supera Parque desenvolve mapeamento de ‘healthtechs’

O Supera Parque Tecnológico lançou um mapeamento detalhado das healthtechs no Brasil, um estudo que visa fornecer informações cruciais sobre as startups que atuam no setor da saúde. Para aprofundar nos principais destaques desse mapeamento, conversamos com Bruno Gasparini, consultor estratégico de análise de dados do Supera Parque Tecnológico.

O que é o Mapeamento de Healthtechs?

Segundo Bruno Gasparini, o mapeamento é um estudo realizado pelo Supera Parque com o objetivo de compreender o ecossistema de startups de saúde em território nacional. Ele busca identificar onde essas empresas estão localizadas, em quais áreas atuam e quais são as tendências que estão moldando o setor. O objetivo é oferecer uma visão abrangente das healthtechs e das perspectivas tecnológicas para diversos setores, incluindo investidores, gestores públicos e empreendedores que buscam entender os caminhos da inovação na saúde e criar oportunidades de networking.

Metodologia e Números Encontrados

A metodologia utilizada é bastante completa. Inicialmente, são coletados dados da edição anterior do estudo, complementados com informações obtidas em fontes públicas e privadas, como aceleradoras, associações e parques tecnológicos. Após uma filtragem rigorosa para garantir que as empresas realmente atuem na área de saúde e tecnologia, os dados são organizados em categorias, especificando se as soluções são produtos ou serviços e seus respectivos subsegmentos, como gestão, acesso à saúde, diagnóstico, acompanhamento e tratamento.

O estudo identificou 1.216 startups de saúde ativas no Brasil em 2025, com a maioria concentrada na região Sudeste (63%). O estado de São Paulo lidera com 636 healthtechs. A região Sul ocupa a segunda posição com 24%, seguida pelas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte. Cidades do interior também se destacam, como Ribeirão Preto, que figura como um dos maiores polos de healthtechs do país, abrigando 77 startups do setor.

Segmentos em Destaque e Evolução do Ecossistema

A maior parte das healthtechs está ligada a serviços digitais, representando quase 80% das iniciativas. Isso inclui gestão de clínicas e hospitais, plataformas de acesso à saúde, telemedicina e acompanhamento remoto de pacientes. Produtos físicos representam um pouco mais de 20% do total. Áreas como cuidado pessoal, com as chamadas startups de “beaut-tech”, também ganham relevância, desenvolvendo soluções baseadas em ciência com foco em nutrição, performance física, saúde da pele e envelhecimento saudável.

O ecossistema de startups da saúde apresentou um crescimento expressivo na década de 2010 a 2020, impulsionado pela pandemia e pela popularização do uso de startups. Nos últimos anos, o crescimento tem diminuído, devido à maturidade das startups e à dificuldade em identificar novas empresas que ainda não possuem presença online consolidada. A projeção para 2026 indica um resultado entre 1.150 e 1.300 healthtechs.

Mapeamentos como este são importantes para orientar gestores públicos e investidores, indicando áreas promissoras para investimento e oportunidades de melhoria no setor da saúde. Ele serve como um guia para o futuro da inovação e saúde no Brasil, unindo ciência, tecnologia e impacto social. O ebook do estudo está disponível para acesso no Instagram do Supera Parque.

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