Segundo Benedicto Maciel, 640 funcionários positivaram para a Covid e muitos seguem sem trabalhar; ocupação é de 100%
O governo de São Paulo anunciou a abertura de 700 novos leitos para pacientes com Covid-19 em todo o estado. Em Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas, atualmente com ocupação total em seus leitos de UTI (6) e enfermaria (28), receberá parte desses novos leitos.
Expansão de Leitos no Hospital das Clínicas
De acordo com o superintendente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Dr. Benedito Marciel, a necessidade de novos leitos se deve ao aumento da transmissibilidade da Covid-19, impulsionado pela variante Ômicron. A situação é agravada pela falta de 516 funcionários, apesar da autorização para contratação de 413 novos profissionais. A instituição também enfrenta o desafio de 640 funcionários contaminados pelo vírus. Apesar dessas dificuldades, o hospital expandirá seus leitos de UTI Covid-19 de 6 para 20 até o início da próxima semana, e os leitos de enfermaria serão ampliados de 9 para, pelo menos, 38.
Desafios e Preocupações
A preocupação com a ocupação hospitalar é grande, com pacientes aguardando internação na região. Embora a variante Ômicron seja considerada menos agressiva, o alto número de casos resulta em aumento de internações, tanto em enfermaria quanto em UTI. A taxa de positividade em pacientes sintomáticos que chegam ao hospital chega a 80%, indicando alta disseminação do vírus. A redução de atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas também é uma medida adotada para controlar a contaminação dentro do hospital. A falta de funcionários, devido a processos burocráticos, deve ser parcialmente resolvida com novas contratações previstas para meados de fevereiro.
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Vacinação e Medidas de Prevenção
O Hospital das Clínicas segue o decreto do governador, impedindo a entrada de funcionários não vacinados. Apesar de um pequeno número de funcionários (14) recusarem a vacinação, o impacto maior no atendimento se dá pela alta quantidade de funcionários afastados por contaminações. A recomendação principal, diante da alta transmissibilidade da Ômicron, é a conclusão da vacinação, uma vez que a situação seria muito mais grave sem a imunização da população.



