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Superintendente do HC afirma que os atendimentos devem ser normalizados apenas no começo de 2021

Muitos pacientes reclamam da demora na marcação dos exames; atendimentos eletivos ficaram suspensos por mais de um ano
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Muitos pacientes reclamam da demora na marcação dos exames; atendimentos eletivos ficaram suspensos por mais de um ano

Muitos pacientes reclamam da demora na marcação dos exames; atendimentos eletivos ficaram suspensos por mais de um ano

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC) tem retomado gradativamente seus atendimentos após a pandemia de Covid-19, mas enfrenta desafios na marcação de exames e consultas.

Demora no Agendamento de Exames

Pacientes relatam dificuldades para agendar exames, com alguns conseguindo marcar apenas para o ano seguinte. A demora afeta principalmente aqueles que precisam de exames complementares para consultas já marcadas em outubro, novembro e dezembro.

A Retomada Gradual dos Atendimentos

O superintendente do HC, Dr. Benedito Carlos Maciel, explica que a retomada dos atendimentos tem sido progressiva, aumentando os níveis de atendimentos ambulatoriais de forma gradual. Embora o hospital tenha retomado o número de cirurgias mensais de antes da pandemia (cerca de 1.000), a fila de espera ainda é de aproximadamente 5.800 cirurgias. A demora nos agendamentos de exames varia de acordo com a complexidade do exame, sendo mais rápida para exames simples. Ressonâncias magnéticas, por exemplo, podem apresentar maior tempo de espera.

Desafios Financeiros e de Pessoal

O Dr. Maciel destaca os desafios financeiros enfrentados pelo hospital durante e após a pandemia. Apesar de um aporte recente de 30 milhões, a reposição de pessoal continua sendo um problema crítico. A perda de funcionários, em média seis a cada cinco dias, devido a salários pouco competitivos, impacta diretamente na capacidade de atendimento integral. O hospital busca soluções por meio de concursos públicos e contratações emergenciais, dependendo da autorização do governo do estado.

Apesar dos desafios, a expectativa é que o HC esteja operando em condições normais até o final do ano ou início de 2024, desde que não haja novos surtos da pandemia. A instituição trabalha para equilibrar suas finanças e melhorar a capacidade de atendimento, buscando superar as dificuldades e atender a demanda reprimida com eficiência.

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