Falta de mão de obra em todo o país impossibilita o remanejamento de uma cidade para outra, como foi feito no ano passado
A crescente demanda por leitos de UTI Covid-19 em Ribeirão Preto tem gerado grande preocupação. A taxa de ocupação aumenta diariamente, e a principal barreira para ampliar o atendimento é a falta de profissionais de saúde qualificados.
Falta de Profissionais: O Principal Impedimento
Segundo o superintendente do HC Benedito Carlos Maciel, a nova onda da pandemia, com internações de pacientes mais jovens, coloca todas as instituições de saúde em risco de colapso. A alta transmissibilidade do vírus resulta em um ciclo vicioso: mais casos, mais internações em UTI e mais óbitos. Somente a redução da transmissibilidade poderá interromper esse ciclo.
Expansão de Leitos e Dificuldades na Rede Particular e Pública
Em apenas um mês, a capacidade de atendimento em UTI Covid-19 saltou de 208 para 285 vagas. Mesmo assim, a ocupação permanece acima de 90%, muitas vezes ultrapassando 95%. Na rede particular, o diretor do Grupo Ribeirânia, São Lucas, Pedro Palusso, relata que para cada alta, três novos pacientes aguardam internação. Novos leitos estão prontos no Ribeirânia, mas a dificuldade em contratar profissionais impede sua abertura imediata. A situação é semelhante em toda a região, dificultando a mobilização de profissionais de outras cidades, como ocorria em 2020.
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A Necessidade de Contratação de Profissionais
A falta de lockdown eficaz e a lentidão na vacinação contribuem para a prolongada crise. A disponibilidade de leitos e equipamentos não resolve o problema, pois a contratação de profissionais de saúde continua sendo o principal gargalo. A solução passa por estratégias que contemplem a atração e retenção de profissionais para o atendimento da demanda crescente de pacientes com Covid-19.



