Valor cobrado dos usuários e o fim da gratuidade para dependentes em alguns casos são algumas alterações votadas na quinta (27)
Mudanças polêmicas no plano de saúde dos servidores municipais de Ribeirão Preto devem ser votadas na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira. O Sacom, serviço de atendimento à saúde dos funcionários da prefeitura, é o centro da discussão.
Servidores preocupados com o futuro do Sacom
Representantes do sindicato dos servidores municipais temem que as mudanças propostas levem ao fim do plano de saúde. O presidente da entidade, Valdir Avelino, afirma que o projeto de lei 48, caso aprovado, inviabilizará o Sacom em menos de um ano. A preocupação é tão grande que há um protesto marcado para as 17h30, pouco antes da sessão na Câmara.
Superintendente defende as alterações
Por outro lado, a superintendente do Sacom, Tácia Correia Resende, garante que as alterações são necessárias para viabilizar a assistência à saúde dos servidores e atualizar o plano à legislação vigente. Ela destaca que as mudanças incluem a contribuição de 1% dos servidores, 2% da prefeitura, a inclusão de aposentados e alterações nas regras de licitação. A superintendente afirma que a proposta foi discutida com o Conselho Deliberativo e que todos os pontos foram sugeridos pelos conselheiros, sem imposições.
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Pontos de discórdia e próximos passos
Apesar da defesa da superintendente, nem todos concordam. A conselheira Claudia de Almeida Torres Andrade afirma que não houve tempo hábil para avaliar o projeto de 107 páginas, recebido apenas um dia antes da reunião do conselho. O sindicato já adiantou que, se o projeto for aprovado sem levar em consideração as preocupações dos servidores, todas as medidas cabíveis serão tomadas, incluindo ações judiciais. Acompanharemos a votação na Câmara de Vereadores e traremos mais informações.



