Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
O zelo, a proteção e o carinho são sentimentos naturais que pais e mães desejam transmitir aos seus filhos. A preocupação parental abrange desde o amparo contra doenças até a garantia da integridade da criança em todos os aspectos.
Os Limites da Superproteção
Embora os cuidados sejam essenciais, a função de protetor pode, por vezes, ultrapassar os limites e prejudicar o desenvolvimento infantil. Pais que intervêm excessivamente em jogos, discussões ou brincadeiras infantis, brigando com outras crianças ou com os responsáveis, demonstram uma superproteção que impede a criança de desenvolver suas próprias ferramentas para resolver problemas.
Ensinando a Autonomia
Ao invés de ensinar a criança a não ser passiva, a superproteção pode ter o efeito contrário. Quando os pais resolvem os problemas dos filhos, eles os privam da oportunidade de aprender a lidar com frustrações e a desenvolver mecanismos de defesa. Em situações como mordidas na escola, é importante orientar a criança a buscar ajuda e a expressar seus sentimentos, ensinando-a a se defender de maneira assertiva.
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Consequências a Longo Prazo
Crianças superprotegidas podem ter dificuldades em se relacionar, manter empregos e resolver conflitos na vida adulta. A falta de habilidades para lidar com frustrações e desafios pode torná-las mais vulneráveis a transtornos depressivos e de ansiedade. É fundamental permitir que as crianças vivenciem experiências, mesmo que frustrantes, para que aprendam a lidar com o mundo real e a desenvolver resiliência.
Ao tentar oferecer uma proteção máxima, os pais podem, inadvertidamente, prejudicar o desenvolvimento de seus filhos.