Estação Ecológica segue com vários focos de chamas, mas a situação é menos delicada do que na terça-feira (1º)
A Defesa Civil atualizou o status do combate ao incêndio que atinge a Estação Ecológica de Jataí, Que a situação do incêndio no Jataí está “um pouco melhor”, em Luiz Antônio, São Paulo. Segundo a capitã Lidiara Beatriz Kourashi Lennarduzzi, supervisora operacional da Defesa Civil, o trabalho de controle do fogo conta atualmente com quatro aeronaves de asa fixa e um helicóptero Águia. A situação do incêndio apresenta uma leve melhora em relação ao dia anterior, mas ainda há diversos focos ativos na região.
O combate ao fogo na reserva tem sido desafiador devido ao comportamento irregular das chamas, que exige mudanças constantes nas estratégias de atuação. Inicialmente, sete aeronaves estavam empenhadas no combate, mas uma delas precisou ser temporariamente retirada por problemas técnicos, o que reduziu o número para cinco aeronaves em operação.
Atuação das equipes e condições climáticas
Além das aeronaves, equipes do Corpo de Bombeiros, da Fundação Florestal, voluntários das defesas civis municipais e brigadistas das usinas de cana-de-açúcar da região atuam em solo para monitorar o avanço do fogo e evitar que ele se propague para áreas ainda não atingidas. A Fundação Florestal tem designado seu efetivo em regime de revezamento para reforçar o combate na reserva.
A região enfrenta um período de estiagem, com baixa umidade do ar e ventos fortes e localizados em forma de rajadas, o que agrava o risco de incêndios. A previsão de chuva para os próximos dias está restrita a áreas como Prudente, Araçatuba e o centro-oeste paulista, enquanto o oeste paulista, onde está localizada a Estação Ecológica de Jataí, não deve receber precipitações, o que mantém o alerta de emergência para a região.
Proteção da fauna e áreas prioritárias: O combate ao incêndio também considera a proteção da fauna local. A capitã Lidiara informou que alguns animais de pequeno porte foram resgatados, mas outros não resistiram às queimaduras. Animais que se aproximam da presença humana costumam se afastar, mas alguns retornam a áreas já queimadas.
Para minimizar os danos à fauna, foram estabelecidas áreas estratégicas prioritárias, com maior concentração de animais, onde o combate ao fogo é intensificado para evitar que as chamas atinjam essas regiões. Aeronaves foram designadas para atuar especificamente na proteção dessas zonas.
Monitoramento e outros focos de incêndio
A Defesa Civil monitora, por meio de satélites e informações das equipes locais, ao menos 11 municípios do estado de São Paulo com foco em grandes incêndios. Em Bebedouro, por exemplo, há registro de incêndio ativo, mas as equipes ainda estão sendo deslocadas para constatar a situação no local, que pode ser de difícil acesso, exigindo até o uso do helicóptero Águia para avaliação aérea.
O gabinete de crise da Defesa Civil permanece ativo para coordenar as ações de combate e fornecer suporte logístico às equipes nos municípios afetados.
Informações adicionais
O período de estiagem prolongado, aliado às condições de baixa umidade e ventos fortes, cria um cenário propício para a propagação de incêndios florestais na região. A atuação integrada entre aeronaves, equipes terrestres e voluntários é fundamental para conter o avanço do fogo e proteger tanto o meio ambiente quanto a fauna local.



