Cheiro de fumaça em notas de dinheiro ajudou polícia a encontrar suspeito
A Polícia Civil de Ribeirão Preto identificou o chefe da quadrilha que assaltou a empresa de valores Pró-Segur em julho de 2016. Diego Moura Cipristano é o principal suspeito, devido ao seu histórico.
Depósitos suspeitos
Em 2015, Cipristano depositou notas com cheiro de fumaça na conta de sua mãe. Na época, outras empresas haviam sido assaltadas no estado, e os depósitos feitos por meio de caixas eletrônicos chamaram a atenção da polícia. Isso, aliado ao histórico de assaltos a empresas de valores e bancos na região, fortaleceu as suspeitas sobre seu envolvimento.
Dinheiro e prisões
A investigação aponta que os chefes do grupo receberam cerca de R$ 5 milhões cada. Juliano Moisés Lopes, um dos presos, tinha R$ 4.800.000,00 em sua posse, sendo apreendido R$ 200.000,00 no momento da prisão. Segundo o especialista em segurança Antônio Carlos Ciqueira, esses valores indicam a atuação do alto escalão da organização. Ciqueira estima que o grupo tenha no máximo 10 chefes, enquanto os demais envolvidos recebem valores menores (entre R$ 200.000,00 e R$ 300.000,00).
Leia também
O assalto e suas consequências
O assalto à Pró-Segur, ocorrido na madrugada do dia 5 de julho de 2016, durou cerca de uma hora. Imagens mostram que a porta de acesso ao cofre foi danificada por disparos de armas de fogo, e o cofre em si foi aberto com explosivos. A quadrilha deixou notas de dinheiro para trás. Dois homens morreram durante o assalto: um policial rodoviário e um civil. Mais de mil tiros de fuzil foram disparados contra os policiais em 40 minutos. Vários suspeitos foram presos em diferentes cidades, mas alguns ainda estão foragidos.
As investigações revelaram detalhes do assalto e as consequências da ação criminosa, incluindo a prisão de vários suspeitos e a recuperação de parte do dinheiro roubado. A identificação do chefe da quadrilha representa um avanço significativo na resolução do caso.



