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Suposto grupo de extermínio começa a ser julgado nesta segunda

Justiça desmembrou o julgamento dos acusados e o ex-investigador Ricardo José Guimarães é o único que vai a júri no primeiro dia
grupo de extermínio
Justiça desmembrou o julgamento dos acusados e o ex-investigador Ricardo José Guimarães é o único que vai a júri no primeiro dia

Justiça desmembrou o julgamento dos acusados e o ex-investigador Ricardo José Guimarães é o único que vai a júri no primeiro dia

Em Ribeirão Preto, o julgamento de Ricardo José Guimarães, ex-policial civil acusado de integrar um grupo de extermínio que atuou na cidade no final da década de 90, teve início. O júri popular irá analisar as acusações contra o réu, que é apontado como responsável por diversos crimes.

Testemunhas e Cronograma do Julgamento

O julgamento conta com seis testemunhas: quatro de acusação e duas de defesa. O promotor de justiça, Marcos Túlio Nicolini, explicou que o processo seguirá com o depoimento das testemunhas, o interrogatório do réu e, por fim, os debates. A duração do julgamento é imprevisível, dependendo do tempo dedicado às perguntas e aos esclarecimentos.

Acusação e Defesa

O Ministério Público acusa Guimarães de participação em crimes em série, enquanto a defesa deve argumentar em legítima defesa, alegando que os jovens mortos estavam armados e atiraram contra os policiais, que revidaram. No entanto, o Ministério Público sustenta que farta prova demonstra que os jovens foram executados. O grupo de extermínio, do qual Guimarães fazia parte junto a outros três policiais civis, é suspeito de diversos assassinatos, incluindo os de Enoki Oliveira Moura (18 anos) e Anderson Luiz de Souza (15 anos), ocorridos em 1996.

Contexto e Impacto

Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram um aumento significativo nas mortes violentas em Ribeirão Preto durante os anos de atuação do suposto grupo de extermínio. A média anual, que variava entre 50 e 70 casos, saltou para mais de 200 em 1996, permanecendo alta até 2002. Após o início das investigações do Ministério Público em 2003, o índice caiu drasticamente para 73 mortes. Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto, analisando o período entre 1995 e 1998, apontou semelhanças no modus operandi dos crimes: homens em motos abordavam e executavam as vítimas, muitas vezes as retirando de suas casas à força. Este julgamento é crucial para esclarecer os fatos e trazer justiça às vítimas e suas famílias.

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