Por ser réu primário, Longo deve ficar 16 anos preso e depois poderá pedir progressão de pena; Daniel Pacheco explica
Após seis dias de julgamento no Fórum de Ribeirão Preto, o caso da morte de Joaquim, ocorrida em 2013, teve seu desfecho. Guilherme Longo, padrasto do menino, foi condenado a 40 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, enquanto Natália Ponte, mãe da vítima, foi absolvida.
Julgamento e Veredito
O júri popular decidiu pela condenação de Guilherme Longo, que, segundo a acusação do Ministério Público, matou o enteado com 166 doses de insulina e jogou seu corpo em um córrego. A defesa de Longo, porém, afirma que recorrerá da sentença, alegando que a decisão foi contrária às provas apresentadas e desproporcional à pena aplicada. Natália Ponte, por sua vez, comemorou a absolvição nas redes sociais. Apesar de ter sido acusada de envolvimento na morte do filho, o júri considerou a prova insuficiente para sua condenação.
Reações e Análises
O promotor de justiça, Marcus Túlio Nicolino, declarou-se satisfeito com a condenação de Guilherme Longo, enquanto o Ministério Público não pretende recorrer da absolvição de Natália Ponte. O pai de Joaquim, Arthur Paes Marques, demonstrou emoção com a sentença contra Longo. O advogado criminalista Daniel Pacheco comentou sobre o caso, afirmando que a condenação de Longo era esperada, mas a pena de 40 anos pode ser revista em recurso. Ele destacou que a defesa de Longo argumentará que a decisão do júri foi contrária às provas e que a pena foi excessiva. Pacheco também analisou a possibilidade de um novo júri caso o recurso seja aceito e comentou sobre a influência da composição majoritariamente feminina do júri no veredito, especialmente na absolvição de Natália.
Dez Anos Depois
O julgamento, ocorrido dez anos após a morte de Joaquim, que tinha apenas três anos de idade e havia sido recentemente diagnosticado com diabetes, trouxe à tona novamente a comoção causada pelo crime. A celeridade do processo, com o adiantamento do interrogatório dos réus e a dispensa de algumas testemunhas, contribuiu para a conclusão do julgamento. O juiz Roberto Bernardo Liberal aplicou a pena máxima de 40 anos em regime fechado para Guilherme Longo, que está preso desde 2018, após ser extraditado da Espanha.



