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Surto de hepatite infantil na Europa acende sinal de alerta em especialistas em saúde no Brasil

Alguns pacientes precisaram de transplante de fígado; quem analisa o assunto é o pesquisador Vitor Engracia Valenti
hepatite infantil
Alguns pacientes precisaram de transplante de fígado; quem analisa o assunto é o pesquisador Vitor Engracia Valenti

Alguns pacientes precisaram de transplante de fígado; quem analisa o assunto é o pesquisador Vitor Engracia Valenti

Um surto de hepatite aguda infantil de origem desconhecida preocupa a comunidade científica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou mais de 169 casos, principalmente na Europa, afetando bebês, crianças e adolescentes. Cerca de 10% dos casos necessitaram de transplante de fígado, e uma morte foi registrada.

Possíveis causas e relação com a Covid-19

Segundo o professor e pesquisador da Unesp, Dr. Vítor Em Graça Evalente, uma das hipóteses mais plausíveis é a relação com a Covid-19. Crianças não vacinadas contra a doença, grupo etário mais afetado, podem ter desenvolvido problemas no fígado após infecção pelo novo coronavírus. A afinidade do vírus com as células hepáticas contribui para essa teoria. Sintomas como icterícia (amarelamento da pele e olhos), dor abdominal e vômitos podem surgir.

Outras hipóteses e disseminação

Outra possibilidade, com menos evidências, é a infecção por adenovírus. O surto começou no Reino Unido e se espalhou pela Europa e China. Devido à sua disseminação, a possibilidade de casos no Brasil é real, e a variante Ômicron pode ser um fator relevante, embora ainda não haja confirmação.

Vacinação e desinformação

É importante destacar que o surto não tem relação com vacinação. A OMS afirma categoricamente que não há evidências que liguem a hepatite à reação vacinal. Reações adversas a vacinas geralmente ocorrem em até duas semanas, e este surto afeta um grupo que não recebeu vacinas, reforçando a hipótese de ligação com a Covid-19. A vacinação contra hepatite A e B, assim como contra influenza e Covid-19, continua sendo fundamental.

A rápida disseminação da informação pela imprensa é crucial para alertar a população e as autoridades de saúde. A recomendação é procurar atendimento médico ao surgirem sintomas suspeitos. A prevenção e o acompanhamento médico são essenciais, principalmente para quem já teve Covid-19, para evitar a sobrecarga do sistema de saúde com casos pós-Covid.

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