Meninos de 12 e 13 anos já podem receber a dose em todo Brasil; desafio é conscientizar os pais da importância do medicamento
O Ministério da Saúde anunciou a inclusão dos meninos na campanha de vacinação contra o HPV, um vírus até então combatido apenas em meninas devido ao risco de câncer de colo de útero e verrugas genitais. A medida, justificada pela alta contagiosidade do vírus via contato sexual, amplia o programa de imunização para o sexo masculino.
Prevenção em larga escala
Juvencio Furtado, coordenador científico da Sociedade Paulista de Infectologia, destaca a importância de diminuir a proliferação do vírus. A vacinação de meninos, embora tardia, é um passo significativo na prevenção de cânceres de pênis, laringe, garganta e verrugas genitais, problemas de saúde pública relevantes no Brasil e no mundo. O Brasil se junta a outros sete países que já incluem meninos na campanha. Além da proteção feminina contra o câncer de colo de útero, a vacinação masculina previne essas doenças nos próprios rapazes.
Desafios e conscientização
A campanha enfrenta o desafio de conscientizar os pais, considerando a baixa adesão na vacinação feminina em anos anteriores devido a possíveis efeitos colaterais. O infectologista Benedito Furtado explica que o medo de efeitos adversos, principalmente em classes sociais menos favorecidas, precisa ser superado, enfatizando a importância da vacina na prevenção do câncer, uma doença insidiosa e muitas vezes fatal. A vacinação é apresentada como uma forma de prevenção primária contra o HPV, estimulando a imunização em crianças, jovens e adultos.
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Apoio e experiências pessoais
Júnior Borba, empresário e pai de um menino de 12 anos, apoia a iniciativa, considerando-a uma medida crucial de saúde pública. Sua experiência pessoal com a contaminação por hepatite C, contraída por transfusão de sangue, reforça a importância da prevenção. Ele afirma que, independentemente de suas convicções pessoais sobre sexualidade, vacinará seu filho. Além da vacinação, a prevenção do câncer em mulheres continua a incluir o exame Papanicolau, que detecta lesões precursoras do câncer, permitindo tratamento precoce e prevenção da doença.



