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SUS incorpora novo tratamento para leucemia mieloide aguda em adultos que não podem fazer quimioterapia intensiva

Ministério da Saúde vai oferecer venetoclax com azacitidina pelo SUS para pacientes com leucemia mieloide aguda; implementação deve ocorrer em até 180 dias
SUS
Karola G de Pexels / Canva

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso do venetoclax em combinação com azacitidina para o tratamento de adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticada que não podem ser submetidos à quimioterapia intensiva. A decisão foi publicada nesta semana e, segundo a portaria, as áreas técnicas terão até 180 dias para efetivar a oferta do tratamento na rede pública.

A medida é considerada um avanço importante no combate à doença, especialmente para pacientes idosos ou com condições clínicas que impedem o uso da quimioterapia convencional. Em entrevista à CBN Ribeirão, a médica hematologista Dra. Sarah Bassi destacou que a incorporação amplia o acesso a terapias modernas e reduz desigualdades entre pacientes da rede pública e privada.

Novo tratamento

A leucemia mieloide aguda é um câncer do sangue e da medula óssea, caracterizado pela proliferação rápida de células anormais, impedindo a produção adequada das células sanguíneas normais. Segundo a especialista, trata-se de uma doença agressiva, que exige diagnóstico e tratamento rápidos.

O venetoclax combinado com azacitidina surge como alternativa para pacientes que não toleram quimioterapia intensiva, principalmente idosos acima de 75 anos ou pessoas com maior fragilidade clínica. A terapia atua de forma direcionada sobre as células tumorais, reduzindo sua capacidade de sobrevivência e tornando-as mais sensíveis ao tratamento.

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Na prática, o venetoclax bloqueia mecanismos que impedem a morte natural das células cancerígenas, enquanto a azacitidina ajuda a reprogramar essas células, tornando a doença menos agressiva. A combinação tem mostrado aumento significativo da sobrevida e, em alguns casos, pode levar à cura.

Diagnóstico precoce

Embora a incorporação do medicamento represente um grande avanço, especialistas alertam que o diagnóstico precoce continua sendo essencial para melhorar as chances de resposta ao tratamento. O principal desafio ainda é garantir acesso rápido aos centros especializados.

O diagnóstico da leucemia mieloide aguda costuma começar com alterações detectadas em um hemograma, mas precisa ser confirmado por exames mais detalhados, incluindo avaliação da medula óssea. A doença pode causar anemia, queda de plaquetas e redução das células de defesa.

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Entre os principais sintomas estão cansaço intenso, fadiga, falta de ar, infecções recorrentes, febre frequente, manchas roxas pelo corpo, sangramentos na boca ou nariz e aumento de gânglios ou do baço. A médica reforça que esses sinais não devem ser ignorados, especialmente quando persistentes.

Desafio SUS

Apesar da aprovação, a efetivação do tratamento na rede pública ainda depende da distribuição do medicamento e da preparação das equipes médicas. O prazo previsto para implementação é de até seis meses.

Dra. Sarah destaca que o Brasil já possui centros de referência altamente capacitados para o tratamento da leucemia, inclusive pelo SUS. Segundo ela, o principal desafio agora é garantir que a nova terapia chegue de forma eficiente a todos os pacientes que precisam.

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