Filipe Miranda seria o responsável de transportar o corpo do empresário até o rio Grande em Miguelópolis e teve soltura expedida
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou nesta quinta-feira a soltura de Felipe Miranda, investigado na morte do empresário Nelson Carrera Filho. Felipe estava preso desde o dia 5 de julho.
A Polícia Civil o identifica como responsável por transportar o corpo da vítima até o Rio Grande, em Miguelópolis. Nelson desapareceu há cerca de dois meses, e a equipe de buscas ainda não localizou o corpo.
Os investigadores atribuem o planejamento do crime a Marlon Coulthou Jr., ex-sócio da vítima, motivado por desavenças comerciais. Felipe morava em Berlândia e esteve em Ribeirão Preto pelo menos três vezes antes do crime. Segundo a polícia, ele teria uma relação próxima com Marlon e atuava como um auxiliar.
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As apurações indicaram que Felipe realizou buscas relacionadas a Miguelópolis e apagou mensagens trocadas nos meses anteriores ao desaparecimento de Nelson. Em depoimento, ele afirmou ter descoberto o crime apenas ao chegar a Miguelópolis e negou saber que deveria transportar o corpo em uma caminhonete até o local onde o empresário teria sido descartado.
A Polícia Civil indiciou Felipe por ocultação de cadáver e fraude processual, por tentar enganar as autoridades. Ele nega envolvimento na morte do empresário.
A reportagem procurou a defesa de Felipe, mas não obteve resposta até o momento.
Pontos-chave
- Felipe Miranda foi preso em 5 de julho e liberado após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Ele é investigado por transportar o corpo de Nelson Carrera Filho até Miguelópolis, local onde o corpo ainda não foi encontrado.
- O crime teria sido planejado por Marlon Coulthou Jr., ex-sócio da vítima, devido a desavenças comerciais.
- Felipe foi indiciado por ocultação de cadáver e fraude processual, mas nega envolvimento na morte.
Entenda melhor
O desaparecimento de Nelson Carrera Filho ocorreu há cerca de dois meses, e as investigações apontam para um crime envolvendo ex-sócios com histórico de conflitos comerciais. A localização do corpo ainda é incerta, e as apurações continuam em andamento.



