Vítima estava com a filha de dois anos no colo quando foi atingida; caso foi registrado como tentativa de feminicídio
Nesta terça-feira, informações sobre um caso de tentativa de feminicídio em Guatapará chocaram a região. Uma mulher de 33 anos e sua filha de 2 anos foram atropeladas na estrada de acesso à cidade. O principal suspeito é o ex-namorado da mulher e pai da criança, Elvis Rogério da Silva, de 45 anos.
O Atropelamento e a Prisão
Segundo a vítima, que preferiu não se identificar, o crime teria sido motivado pela discordância do suspeito quanto ao pagamento da pensão alimentícia. Ela relata que foi atingida enquanto estava com a filha no colo. A criança sofreu ferimentos leves, enquanto a mãe foi liberada do hospital após exames. Elvis foi preso em flagrante, pois partes do seu carro foram encontradas no local.
A Soltura e a Revolta
Apesar da gravidade do caso, Elvis foi solto em audiência de custódia. Ele responderá o processo em liberdade, com a condição de não se aproximar da vítima e da filha, além de se apresentar à justiça regularmente. A decisão revoltou a vítima, que se sente insegura e com medo. O suspeito nega o crime, alegando que parou o carro na rodovia e foi surpreendido pela mulher, que teria tentado agredir o veículo.
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A Legislação e os Recursos
De acordo com um advogado especialista em direito criminal, a liberação do suspeito, mesmo com as circunstâncias do caso, é possível devido à legislação que prioriza a liberdade provisória. Fatores como a primariedade do suspeito, ocupação fixa e residência fixa contribuíram para a decisão judicial. A vítima, no entanto, pode recorrer da decisão judicial através do Ministério Público ou de advogado particular. A possibilidade de recorrer se baseia no risco de o suspeito voltar a cometer crimes, o que justificaria a prisão preventiva.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a liberação do suspeito levanta preocupações sobre a segurança da vítima e a eficácia da justiça em casos de violência doméstica. A discussão sobre a liberação do suspeito ressalta a necessidade de debates sobre a legislação e os mecanismos de proteção às vítimas de violência doméstica.



