Suspeito de envolvimento na morte do tio administrava da Bahia mercado em São Paulo
A prisão do empresário Carlos Salomão, seu filho e um funcionário na Bahia, acusados de matar o irmão de Carlos e sua advogada em Jardinópolis no ano passado, voltou a ser notícia. Uma informação em particular chamou a atenção durante a audiência de custódia: mesmo foragido na Bahia, o filho de Carlos Salomão gerenciava um mercado na região de São Paulo.
O Gerenciamento à Distância
Bruno Orioli, suspeito de envolvimento na morte do tio, administrou um mercado da família no estado de São Paulo enquanto estava foragido na Bahia. Ele, seu pai Carlos Alberto Orioli Salomão, e um funcionário da família, Wagner Equeiroz do Nascimento, foram presos em Jacobina, Bahia, após nove meses de busca pela justiça, que os acusa de participação na morte de Rogério Salomão e da advogada Lilian Cláudia Jorge.
Detalhes da Prisão e Preocupações
Durante a audiência de custódia, Bruno detalhou a prisão e expressou preocupação em perder o acesso ao celular que usava para gerenciar o mercado. Segundo ele, o celular era essencial para controlar as empresas em São Paulo e acessar o sistema do mercado. A advogada de Bruno alega que ele não estava no local da execução no momento dos disparos, mas sim no corredor em frente ao galpão onde os assassinatos ocorreram, e que ele teria retornado ao imóvel ao ouvir os tiros, temendo que seu pai tivesse sido baleado.
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O Caso e Seus Desdobramentos
Carlos Salomão, apontado como executor de Rogério Salomão e da advogada, também falou sobre a prisão, descrevendo-a como tranquila. O funcionário Wagner Queiroz do Nascimento relatou alguns antecedentes criminais durante sua audiência de custódia. O advogado de Carlos e Wagner pretende solicitar a transferência dos clientes para São Paulo, mas aguarda a resposta da justiça da Bahia. Vale lembrar que o advogado Marcelo Dentelo sofreu um atentado a tiros recentemente, o que ele acredita estar relacionado a algum de seus casos, possivelmente o caso Salomão. O crime que vitimou Rogério e Lilian ocorreu em meio a uma disputa familiar pela herança deixada pelo pai, dono de uma rede de supermercados.
O caso, que está prestes a completar um ano, segue com os réus presos e acusados pelo Ministério Público. Resta saber se eles serão transferidos para São Paulo ou não, uma decisão que aguarda desfecho.



