Clóvis Ângelo convencia pessoas a assinarem documentos que permitiam que advogados agissem em seus nomes
A segunda fase da Operação Temis, deflagrada em 11 de janeiro em Ribeirão Preto, resultou na prisão de Clóvis Ângelo, vulgo Capitão, suspeito de atrapalhar as investigações de um esquema de fraudes em processos advocatícios que causou prejuízo estimado em R$ 100 milhões a instituições bancárias.
Prisão e Acusações
Clóvis foi preso em sua residência no bairro Cimione. A polícia o acusa de recrutar clientes para o escritório de advocacia envolvido no esquema, mesmo após a prisão dos advogados na primeira fase da operação. A suspeita é que, após as prisões iniciais, ele tenha ameaçado e induzido testemunhas a mentir, obstruindo as investigações. Ele teria captado mais de 300 pessoas para o escritório, segundo informações do promotor de justiça Arouzo do Costa Filho.
O Esquema e suas Vítimas
O esquema criminoso consistia em captar informações de pessoas humildes em mutirões, prometendo a limpeza de seus nomes. Com essas informações, ações judiciais eram ingressas sem o conhecimento das vítimas. O promotor afirma que pelo menos 300 pessoas foram captadas por Clóvis, e que há indícios de que outras pessoas também estejam tentando influenciar testemunhas e vítimas, oferecendo dinheiro para que alterem seus depoimentos.
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Investigações em Andamento
As investigações seguem em andamento, com a possibilidade de novos mandados de busca e apreensão e prisões preventivas. A denúncia já foi oferecida à justiça, e aqueles que forem identificados tentando obstruir a justiça também serão presos. Clóvis permanece detido, aguardando decisão sobre sua prisão preventiva. A polícia investiga a informação de que ele teria sido eleito suplente de vereador pelo partido Patriota, coligado à Rede, nas últimas eleições municipais.



