Yuri Wesley, de 18 anos, e Flademir Pereira, de 31, confessaram ter atirado no agente, segundo a polícia
Dois suspeitos foram presos e confessaram o latrocínio (roubo seguido de morte) de dois policiais em Batatais (SP). Yuri, o primeiro a confessar, indicou o local onde estavam escondidos o dinheiro e o malote roubados: a empresa do tio de Fladimir, apontado como autor dos disparos.
A Confissão e as Provas
Fladimir, inicialmente, negou participação na morte dos policiais, mas confessou após a polícia encontrar o malote e a arma do crime em sua empresa. De acordo com o delegado Vanir de Silveira Jr., responsável pelas investigações, as provas são contundentes: “Além da confissão, apreendemos a roupa usada no crime e a placa da moto vista nas imagens do momento do crime. Temos uma prova técnica muito forte”.
A Versão Contestada e as Investigações
A versão dos suspeitos de que não sabiam que as vítimas eram policiais foi contestada pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária, João Wozinski Jr. Ele afirma que a maneira como os policiais foram abordados indica que os suspeitos tinham certeza de suas identidades, pois os disparos foram direcionados à cabeça. A prisão dos suspeitos foi solicitada à Justiça, e um inquérito foi aberto para apurar o motivo dos disparos, já que os suspeitos alegaram intenção apenas de imobilizar os agentes. A investigação busca esclarecer se os policiais estavam ou não em serviço no momento do crime, informação que, segundo o diretor, não interfere nas investigações.
Leia também
O Estado das Vítimas e o Encerramento
O policial Luiz Henrique Zanuello foi enterrado na manhã seguinte ao crime. José Carlos da Silva, atingido por dois tiros, permanece internado em estado grave. Nenhum dos suspeitos possuía antecedentes criminais. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio.



