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Suspensão da coleta seletiva faz com que 50 cooperados percam 85% de seus salários

Cooperativa Mãos Dadas tem contrato com a Prefeitura para triar os materiais; faturamento passou de R$ 2 mil para R$ 300
Coleta seletiva suspensa
Cooperativa Mãos Dadas tem contrato com a Prefeitura para triar os materiais; faturamento passou de R$ 2 mil para R$ 300

Cooperativa Mãos Dadas tem contrato com a Prefeitura para triar os materiais; faturamento passou de R$ 2 mil para R$ 300

A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma crise na coleta seletiva de lixo, afetando diretamente os cooperados da Cooperativa Mãos Dadas. Até fevereiro de 2023, a Carvalho Multiserviços era responsável pela coleta, recebendo R$ 1.180.000,00 anualmente da prefeitura. Apesar de um aumento na coleta em 2022 (dados não divulgados pela prefeitura), o serviço foi paralisado em 2023, deixando 50 cooperados sem renda.

Impacto na Cooperativa Mãos Dadas

A paralisação interrompeu o fluxo de 120 toneladas de resíduos recicláveis para a cooperativa em janeiro de 2023, um recorde histórico. A receita dos cooperados, que era de cerca de R$ 2.000,00 no mês anterior, caiu para uma previsão de R$ 300,00. A advogada da cooperativa, Camila Ramos, destaca a perda dupla: a interrupção do contrato com a prefeitura e a impossibilidade de vender o material coletado.

Consequências Ambientais e Sociais

A suspensão da coleta seletiva acarreta impactos ambientais significativos. Considerando que apenas 1% do lixo gerado em Ribeirão Preto é reciclado, a paralisação agrava o problema do descarte inadequado de resíduos. O professor Marcelo Pereira, da USP de Ribeirão Preto, destaca a ineficiência da política de resíduos sólidos da cidade, que poderia gerar muito mais material reciclável. Ele aponta a necessidade de mais cooperativas e de maior engajamento do poder público para garantir a sustentabilidade do processo.

A situação expõe a vulnerabilidade social dos cooperados, que dependem da renda da reciclagem para sobreviver. A prefeitura alega que a situação será resolvida em três meses, mas o período de inatividade representa um grande prejuízo para a cooperativa e para o meio ambiente. A falta de transparência sobre os motivos da suspensão do contrato também gera preocupação.

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