A suspensão dos atendimentos de urgência e emergência da Beneficência Portuguesa, em Ribeirão Preto, acendeu um alerta sobre o impacto imediato na rede pública e privada de saúde. A decisão da Justiça obriga outros hospitais a absorverem a demanda, em um cenário já marcado por alto número de acidentes e casos graves que exigem atendimento rápido.
Segundo análise apresentada na coluna De Olho na Política, a medida é consequência de problemas apontados há meses por órgãos de fiscalização, como ausência de enfermeiros, superlotação, falhas estruturais, falta de áreas de isolamento e diferenças de condições entre pacientes do SUS e de convênios. As irregularidades não teriam sido corrigidas após autuações, o que levou à intervenção judicial.
A Justiça concedeu prazo de 90 dias para que o hospital se reorganize e volte a cumprir as exigências legais. Enquanto isso, a prefeitura, a Secretaria Municipal da Saúde e representantes políticos discutem soluções para garantir o atendimento à população. Ouça o áudio completo da coluna e acompanhe a análise sobre os desdobramentos políticos e os impactos no sistema de saúde de Ribeirão Preto.