Ouça a coluna ‘CBN Cinema’, com Marcos e André de Castro
O filme Inferno, baseado no romance homônimo de Dan Brown e sequência de Anjos e Demônios, traz Tom Hanks de volta ao papel principal. Após sete anos de espera, os fãs da trilogia literária finalmente podem conferir o terceiro filme nos cinemas.
Uma Trilogia Cansada?
Apesar da expectativa, Inferno demonstra um certo cansaço da fórmula. A escolha de Tom Hanks para interpretar o simbologista Robert Langdon sempre foi questionável, na opinião de alguns, por não corresponder ao aspecto físico idealizado para o personagem. Sua parceira, Felicity Jones, apesar de competente, parece ofuscada pela presença de Hanks.
Ficcionalidade em Destaque
Diferentemente de O Código Da Vinci e Anjos e Demônios, Inferno se distancia dos fatos reais e teorias para apresentar uma trama completamente fictícia. Mantendo os elementos característicos dos filmes anteriores, como um personagem ambíguo, pistas deixadas por um morto, referências a figuras renascentistas (Dante Alighieri, desta vez) e uma organização secreta (a OMS), o filme aborda a questão da superpopulação mundial e a ameaça de um bilionário que planeja dizimar a humanidade.
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Ação em Detrimento da Simbologia
Inferno se afasta da investigação filosófica e simbólica presente nos filmes anteriores, transformando-se em um filme de ação frenético, com perseguições constantes. Essa mudança pode decepcionar os fãs da trama original, que esperavam uma ação mais centrada na figura do simbologista. Contudo, quem apreciou O Código Da Vinci e Anjos e Demônios provavelmente encontrará entretenimento em Inferno.
Em suma, Inferno oferece uma história de resgate, memórias perdidas e enigmas, dividindo o público entre os fãs da obra de Dan Brown e aqueles que buscam apenas um filme de ação.



