Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (27)
Neste sábado, 27 de maio de 2017, a CBN Ribeirão discutiu o tabagismo em seu programa Almanaque CBN, aproveitando a proximidade do Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio).
Redução do Tabagismo no Brasil
Os especialistas convidados, o médico sanitarista Clésio Souza Soares e a oncologista Liane Rapatoni, destacaram a redução significativa no número de fumantes no Brasil. Em 1989, 35% da população fumava; em 2013, esse número caiu para 14-15%. Atribui-se essa redução às campanhas governamentais (federal, estadual e municipal), que incluem imagens impactantes nas embalagens de cigarros e a conscientização da população sobre os malefícios do fumo.
Tabagismo: Uma Doença Crônica
Apesar da redução, o tabagismo continua sendo um problema de saúde pública. A Dra. Liane classificou o tabagismo como uma doença mental (F17.2), química, comportamental e psicológica, explicando a dificuldade de abandono do hábito. A indústria do tabaco, com suas estratégias de marketing (mesmo com a proibição da propaganda direta), continua atraindo jovens, inclusive com o retorno de cigarros de palha, erroneamente percebidos como menos prejudiciais.
Consequências e Tratamento do Tabagismo
As consequências do tabagismo são devastadoras, com a Organização Mundial da Saúde estimando um aumento de 6 para 8 milhões de mortes por ano até 2030, sendo 80% em países em desenvolvimento. O efeito retardado do consumo de tabaco, com um intervalo de 20 anos entre o aumento do consumo e o aumento da mortalidade por câncer de pulmão, explica esse dado. O tabagismo afeta todo o organismo, causando uma gama de doenças, desde câncer de pulmão até problemas no aparelho urinário e na pele. Em Ribeirão Preto, a Secretaria da Saúde oferece tratamento em grupo para fumantes que desejam parar, com uma equipe multiprofissional (médicos, psicólogos, nutricionistas, etc.), em seis unidades na cidade. O sucesso do tratamento depende da vontade do paciente em parar de fumar e da sua transição para a fase de ação.
A prevenção, principalmente entre crianças e jovens, e a manutenção de políticas públicas de combate ao tabagismo são cruciais para reduzir ainda mais a incidência e as consequências dessa doença. A conscientização sobre os malefícios do fumo e as alternativas à produção de tabaco são fundamentais para um futuro com menos mortes e um melhor desenvolvimento sustentável.



