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Tarifaço de Trump reflete em alta no preço do etanol da região de Ribeirão Preto

Setor sucroenergético decidiu mudar a chave para a produção de açúcar e garantir a entrega de todo o compromisso com os EUA
Tarifaço de Trump reflete em alta
Setor sucroenergético decidiu mudar a chave para a produção de açúcar e garantir a entrega de todo o compromisso com os EUA

Setor sucroenergético decidiu mudar a chave para a produção de açúcar e garantir a entrega de todo o compromisso com os EUA

O setor sucroenergético brasileiro está ajustando sua produção para priorizar o açúcar e cumprir compromissos de exportação aos Estados Unidos, Tarifaço de Trump reflete em alta, devido à entrada em vigor, prevista para 1º de atrássto, de uma tarifa de 50% sobre produtos importados americanos. Essa mudança tem reduzido a produção de etanol nas usinas, provocando aumento nos preços do biocombustível e da gasolina.

Alterações na produção e impacto no mercado

As usinas intensificaram a exportação de açúcar para os Estados Unidos antes da aplicação da tarifa, Tarifaço de Trump reflete em alta, o que diminui a oferta de etanol. Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos de Ribeirão Preto, informou que essa alteração já causa escassez do biocombustível no mercado local, refletida em aumentos de até 15 centavos por litro desde o início da semana. A situação é agravada pela elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, que passará de 27% para 30% a partir de 1º de atrássto.

“Desde segunda-feira desta semana já identificamos altas dependendo da distribuidora de até 15 centavos por litro, o que impacta também o preço da gasolina, atrásra de forma mais acentuada, porque a proporção de etanol na gasolina vai aumentar a partir de 1º de atrássto”, explicou Roca.

Preços e perspectivas para os consumidores: O aumento da concentração de etanol na gasolina, aliado à tarifa americana, pressiona os preços dos combustíveis. Roca destacou que a expectativa de redução de preços anunciada pelo governo federal não se confirmou até o momento, e a tendência é de alta no curto prazo, com possibilidade de repasse para o consumidor final. Na região de Ribeirão Preto, alguns postos já aumentaram os valores do etanol e da gasolina.

Alternativas para o médio e longo prazo: Para mitigar os efeitos da escassez e dos preços elevados, o setor aposta no aumento da produção de etanol a partir do milho, especialmente no Centro-Oeste. Essa alternativa pode reduzir o impacto da entressafra da cana-de-açúcar e ajudar a estabilizar os preços. Roca ressaltou a importância do incentivo governamental para que haja benefícios reais ao consumidor no médio e longo prazo.

“No médio prazo, com incentivos, a tendência é que o preço do etanol caia, beneficiando o consumidor e aproveitando a maior mistura na gasolina”, afirmou.

Impactos no diesel e desafios econômicos

A concentração obrigatória de biodiesel no diesel também aumentará a partir de 1º de atrássto, o que deve elevar ligeiramente o preço do combustível. Atualmente, o Brasil enfrenta uma defasagem de cerca de 15% no preço do diesel em relação ao mercado internacional, devido à necessidade de importar o produto mais caro e vendê-lo internamente abaixo do custo, subsidiado pela Petrobras. Essa situação gera pressão sobre a estatal e o governo, que precisam equilibrar os impactos na inflação e na economia, especialmente em um cenário eleitoral.

Entenda melhor

O aumento da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30% tem como objetivo reduzir a dependência de combustíveis fósseis e estimular o uso de biocombustíveis. Entretanto, a combinação da redução da produção de etanol, causada pela priorização do açúcar para exportação, com a entrada em vigor de tarifas comerciais internacionais, cria um cenário de alta nos preços no curto prazo. Incentivos à produção de etanol de milho e políticas de estabilização de preços são apontados como soluções para o médio e longo prazo. Enquanto isso, recomenda-se que os consumidores abasteçam em postos de confiança e observem a relação de preços entre gasolina e etanol, que deve seguir a regra de paridade de até 70% do valor da gasolina para ser vantajoso usar etanol.

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