‘Tarifaço’ deve baixar preços no mercado nacional, mas pode ter efeito negativo à médio prazo
Giro do Agro. Oferecimento: Copercana e Acredi. Invista com RDC LCA.
Bom dia, Dani, Júlia e ouvintes da CBN Ribeirão! Entrou em vigor ontem a tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, impactando diretamente o agronegócio.
O Impacto das Tarifas e as Exceções
Apesar da tarifa, uma longa lista de exceções foi prevista, incluindo suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos. Segundo a Casa Branca, o decreto foi adotado em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma ameaça à segurança nacional, política externa e econômica dos Estados Unidos.
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Estratégias e Consequências no Mercado Interno
Em meio aos desafios trazidos pelo tarifário, há uma expectativa de que parte do que seria exportado acabe destinada ao mercado interno. José de Lima Jr., consultor em agronegócio e colunista da CBN, explica que, no curto prazo, o produto terá uma oferta adicional. Se houver capacidade de estocagem, não será necessário repassar internamente. No entanto, se houver custos de estocagem, como no caso da carne, a sobreoferta tende a diminuir o preço para o consumidor. A queda de preço no mercado local pode desincentivar a produção de grandes volumes, levando a uma diminuição da oferta e um possível retorno da inflação.
O Cenário a Longo Prazo e as Perdas Estimadas
Os Estados Unidos são o terceiro maior parceiro comercial do agro brasileiro, atrás da China e da União Europeia. Produtores estimam uma perda de até 5 bilhões de dólares caso as vendas para o país diminuam por conta do tarifário.
O tarifário traz muitas consequências e seguiremos acompanhando e atualizando tudo aqui na programação da CBN e no Giro do Agro.