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‘Tarifaço’ estadunidense impacta diretamente setor da piscicultura

'Tarifaço' estadunidense impacta diretamente setor da piscicultura
setor da piscicultura
'Tarifaço' estadunidense impacta diretamente setor da piscicultura

‘Tarifaço’ estadunidense impacta diretamente setor da piscicultura

As tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros geraram impactos significativos no mercado interno, especialmente em setores como o café e a carne. Paralelamente, a piscicultura brasileira enfrenta desafios complexos, incluindo tarifas elevadas e importação de peixes.

Impactos da Taxação Americana no Varejo

O aumento das tarifas de exportação para os Estados Unidos resultou em mudanças nos preços de produtos brasileiros no varejo. Um levantamento da Skentec revelou que, em atrássto, o preço médio do café caiu 5,7%, atingindo R$ 76,40 o quilo. A carne bovina também apresentou um recuo, embora mais modesto, de 0,8%, com o quilo custando em média R$ 34,58. A carne de frango também sofreu uma queda de 5,7% no preço médio, chegando a R$ 17,33 o quilo. Já a carne suína teve uma retração de 1,3%, com o quilo custando R$ 23,05 na média.

Desafios da Piscicultura Brasileira

O setor de piscicultura no Brasil, apesar do crescente consumo de peixe, enfrenta dificuldades. Francisco Medeiros, da Peixes BR, destaca que o maior desafio é fechar as contas no fim do mês. A tilápia, carro-chefe da produção nacional, tem apresentado um crescimento notável nos últimos anos, mas enfrenta problemas como o “tarifasso” e a importação de peixe. A taxação americana zerou as exportações de filé fresco para os EUA, mercado onde o Brasil estava prestes a se tornar o maior exportador. Além disso, acordos comerciais recentes permitiram a importação de filé de tilápia do Vietnã, mesmo com a super safra brasileira, impactando negativamente os preços pagos aos produtores.

Clima e Perspectivas para o Agro

O clima tem sido um fator crucial para o agronegócio. Após um período de calor intenso, uma ligeira queda nas temperaturas foi observada devido à entrada de uma massa de ar frio. Ludmila Camparoto, agro-meteorologista, prevê que o tempo voltará a ficar mais quente ao longo da semana, sem tendência de frio intenso. A irregularidade das chuvas e os ventos fortes ainda representam um risco de queimadas. No entanto, as chuvas de outono e inverno trouxeram uma melhora pontual na umidade do solo, beneficiando os trabalhos pré-plantio da nova safra de soja. A virada de setembro para outubro deve trazer chuvas mais abrangentes, mas com risco de granizo, exigindo atenção dos produtores, especialmente na proteção de hortaliças, citros e café.

Diante desse cenário, o setor agropecuário busca alternativas para mitigar os impactos e garantir a sustentabilidade da produção.

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