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Taxa de endividamento dos consumidores aumenta

Comprometimento da renda, demissões e redução do poder de compra devem manter cenário delicado no segundo semestre
Taxa de endividamento
Comprometimento da renda, demissões e redução do poder de compra devem manter cenário delicado no segundo semestre

Comprometimento da renda, demissões e redução do poder de compra devem manter cenário delicado no segundo semestre

O ano de 2015 apresentou desafios econômicos significativos, frustrando as expectativas de reaquecimento do mercado no segundo semestre. A renda comprometida, o aumento das demissões em diversos setores (comércio, serviços e indústria) e a redução do poder de compra revelam um consumidor mais cauteloso e com menos recursos disponíveis.

Endividamento e Renda Comprometida

Uma pesquisa do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) indica que 34% da renda do trabalhador está comprometida nos meses seguintes. Flávio Calife, economista do órgão, destaca que esse endividamento impacta diretamente o comportamento de compra. Embora a proporção de consumidores com dívidas elevadas tenha diminuído (de 50% para 25%), o comprometimento da renda entre os endividados aumentou. Atualmente, 25% se consideram muito endividados e 33% pouco endividados.

Comparado ao trimestre anterior, houve uma leve melhora. A pesquisa revela que 41% dos entrevistados afirmam que um quarto de sua renda está comprometida com o pagamento de dívidas, um aumento em relação aos 32% do trimestre anterior. Além disso, a parcela de consumidores com mais de 50% da renda comprometida diminuiu de 30% para 25%.

Piora na Situação Financeira e Queda no Otimismo

Apesar de uma aparente melhora no endividamento, o levantamento do SCPC aponta para uma piora na situação financeira dos consumidores, afetando seu otimismo, que caiu de 90% para 75%. Os consumidores relatam ter menos recursos disponíveis no final do mês, e suas expectativas para o futuro também diminuíram.

Causas da Inadimplência e Desejos de Consumo

O desemprego continua sendo a principal causa da inadimplência, afetando 31% dos consumidores. O descontrole financeiro, com 28% admitindo compras por impulso, e o empréstimo a terceiros (13%) também contribuem para o problema. Entre os itens comprados e não pagos, móveis e eletroeletrônicos lideram, gerando dívidas para 22% dos entrevistados.

Quando questionados sobre o primeiro item que comprariam se não estivessem endividados, os consumidores indicaram carros (40%) e imóveis como prioridades. Historicamente, esses bens duráveis permanecem no topo da lista de desejos.

Carnês e cartões de crédito continuam sendo as formas de pagamento mais utilizadas pelos consumidores.

Em resumo, o cenário econômico de 2015 impactou o bolso do consumidor, exigindo mais cautela nas decisões financeiras.

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