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Taxa de informalidade no estado de São Paulo cai timidamente, em 1%

Professor de Economia da USP faz um balanço dos dados sobre trabalhadores em condições informais no estado
Taxa de informalidade São Paulo
Professor de Economia da USP faz um balanço dos dados sobre trabalhadores em condições informais no estado

Professor de Economia da USP faz um balanço dos dados sobre trabalhadores em condições informais no estado

A taxa de informalidade em São Paulo apresentou queda tímida no terceiro trimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior, com redução inferior a 1%. Embora a diminuição seja pequena, ela sinaliza uma tendência positiva e indica melhores oportunidades de emprego formal para os trabalhadores paulistas.

Fatores que Contribuem para a Redução da Informalidade

Segundo Fábio Augusto dos Reis, professor de economia da USP de Ribeirão Preto, a redução, ainda que pequena, é benéfica e reflete um possível crescimento econômico. A expectativa é que o crescimento econômico de 3% ao longo de 2023 aumente a oferta de empregos formais, consequentemente diminuindo a informalidade. A redução da informalidade se deve principalmente à maior oferta de empregos formais, fazendo com que trabalhadores optem por postos com carteira assinada.

Saindo da Informalidade: Desafios e Soluções

O professor Reis destaca a importância de entender como o índice de informalidade é medido. São considerados informais os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira e empreendedores sem CNPJ. Para reduzir a informalidade, é necessário que esses trabalhadores consigam empregos formais ou formalizem seus empreendimentos. Muitos trabalhadores permanecem na informalidade por acreditarem que é vantajoso não pagar tributos, mas ignoram os benefícios da formalização, como seguro-desemprego, licença-maternidade e direitos trabalhistas garantidos.

Qualificação e Iniciativas para Combater a Informalidade

A melhora do índice de informalidade depende do crescimento econômico e do esforço individual dos trabalhadores em se qualificar e buscar melhores oportunidades. O professor ressalta a importância de iniciativas que promovam o empreendedorismo e informem sobre os benefícios da formalização, mesmo com a burocracia envolvida. Programas como o Microempreendedor Individual (MEI) visam facilitar a formalização, reduzindo a burocracia para trabalhadores autônomos. A qualificação profissional é fundamental para a busca de salários mais competitivos e melhores vagas de emprego, sendo um fator crucial para a redução da informalidade a longo prazo.

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