Nelson Rocha Augusto repercute a escolha do FED em encerrar a queda de juros e o Brasil seguindo na contramão
A chamada “super quarta-feira” foi marcada pelas decisões do Banco Central dos Estados Unidos (FED) e do Brasil sobre suas taxas de juros. Embora as decisões tenham seguido as expectativas do mercado, os detalhes revelam importantes perspectivas para o futuro.
Decisão do FED: Independência e Cautela
O FED manteve a taxa de juros americana entre 4,25% e 4,5% ao ano. Em entrevista, o presidente Jerome Powell reforçou a independência do Banco Central em relação ao governo, mesmo com as mudanças de política econômica da administração Trump. Powell destacou os bons indicadores de atividade econômica e emprego, mas alertou para a inflação ainda elevada, evitando antecipar futuras ações do FED.
Decisão do Banco Central do Brasil: Aumento e Perspectivas
O Banco Central do Brasil aumentou a taxa de juros em 1%, conforme previsto. O comunicado destaca a atuação da nova diretoria, com nomes experientes como o diretor de política monetária, Davi, que já trabalhou em instituições como o D.P. Morgan e Bradesco. A instituição sinalizou mais um aumento de 1% na próxima reunião, em resposta à inflação alta e aos gastos governamentais. A alta de juros deve frear a atividade econômica, como demonstra a destruição de 535 mil postos de trabalho em dezembro, número superior ao esperado.
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Cenário Futuro
Apesar do cenário desafiador, a perspectiva de uma safra agrícola abundante e sobra de energia sugere uma possível redução da inflação no futuro. Isso poderá influenciar as decisões do Banco Central sobre futuras altas de juros. No entanto, um novo aumento de 1% na próxima reunião já está praticamente definido.