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Taxa de juros para operação de crédito é a maior em 21 anos

Em contrapartida, taxa de juros para empréstimo pessoal não teve alta em julho
Taxa de juros operação crédito
Em contrapartida, taxa de juros para empréstimo pessoal não teve alta em julho

Em contrapartida, taxa de juros para empréstimo pessoal não teve alta em julho

A economia brasileira enfrenta um momento delicado, com uma sequência de indicadores negativos que impactam diretamente o bolso do consumidor. A sensação de instabilidade financeira é amplificada por sucessivos aumentos nas taxas de juros, especialmente em modalidades como cheque especial e cartão de crédito.

Aumento nos Juros do Cheque Especial

Uma pesquisa recente do Procon revelou um novo aumento na taxa média de juros do cheque especial. A análise das sete principais instituições bancárias do país apontou que, de julho para atrássto, os juros dessa modalidade saltaram de 15,46% para 15,52%. O Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal registraram altas.

O economista e professor da USP, Alexandre Nicolela, explica que essa elevação é uma estratégia defensiva dos bancos em tempos de crise. “Em momentos de grande instabilidade, onde há um aumento crescente da inadimplência, o banco aumenta sua taxa de juros para arrecadar uma quantidade maior de dinheiro para compensar essa inadimplência que as pessoas estão incorrendo”, afirma Nicolela.

Juros do Cartão de Crédito Disparam

Outra avaliação econômica, realizada pela FAC (Associação Nacional de Executivos de Finanças), indicou que as taxas de juros em operações de crédito voltaram a crescer em julho, marcando o vigésimo segundo mês consecutivo de alta. No cartão de crédito, os juros anuais atingiram a marca de 450%, o que representa cerca de 15,2% ao mês. Essa é a maior taxa registrada desde 1995, um recorde em 21 anos.

Francisco Olivieri, especialista em administração estratégica e gestão financeira, atribui esses reajustes à desconfiança do mercado. “Não existe uma certeza com relação à disposição do governo em implementar os ajustes fiscais que são necessários”, salienta Olivieri.

Impacto no Bolso do Consumidor e na Economia

Olivieri também detalha como essa alta nos juros afeta diretamente o consumidor brasileiro e desestabiliza os indicadores econômicos. “Os agentes familiares, eles não consomem menos, quem depende de crédito vai consumir menos. E claro que isso se reflete na economia, numa retração inclusive dos investimentos”, explica.

O resultado é um ciclo vicioso, com redução da atividade econômica, da renda e da arrecadação dos governos. Alexandre Nicolela aconselha os consumidores a evitarem o cheque especial e o cartão de crédito, buscando alternativas de empréstimo com taxas de juros mais acessíveis.

Diante desse cenário, a cautela e o planejamento financeiro tornam-se ainda mais importantes para evitar o endividamento e garantir a estabilidade econômica familiar.

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