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Taxa de juros sobe novamente após reunião do Copom

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
Taxa de juros
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Nelson Rocha Augusto, em contato com a Rádio CBN, trouxe informações cruciais sobre as decisões do Copom, com destaque para a elevação de 0,5% na taxa de juros, atingindo 10% ao ano. A análise detalhada revela nuances importantes sobre o cenário econômico brasileiro e suas interconexões com a economia global.

O Fim do Ciclo de Alta de Juros no Brasil?

O comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sugere que o Brasil se aproxima do fim do ciclo de aumento das taxas de juros. Iniciado em 7,25% ao ano, o ciclo elevou a taxa para os atuais 10%. A expectativa do mercado financeiro é de um possível aumento adicional de 0,25% na próxima reunião, em janeiro, marcando o encerramento desse ciclo. No entanto, essa projeção permanece incerta.

Desafios Fiscais e a Necessidade de Ajustes

Apesar de historicamente ainda ser considerada baixa, a taxa de juros brasileira, em 10%, figura entre as mais elevadas do mundo. Esse cenário é reflexo de uma situação fiscal que permitiu o aumento dos gastos governamentais nas esferas federal, estadual e municipal. Em alguns setores, o incremento nos gastos chegou a 20% nominalmente. Para evitar uma nova aceleração inflacionária, o governo precisa ajustar suas contas, reduzindo despesas. O orçamento brasileiro, contudo, apresenta rigidez, dificultando a queda nas despesas em 2024, um ano eleitoral. O governo enfrentará um desafio considerável para realizar os cortes necessários.

Impactos da Economia Americana e o Cenário Global

A robustez da economia americana, evidenciada por indicadores como a produção industrial e os pedidos de desemprego, tem surpreendido analistas. O “Black Friday”, com suas liquidações no varejo, deve indicar um forte ritmo de vendas. Essa recuperação é positiva globalmente, mas tem impulsionado as taxas de juros nos Estados Unidos. A taxa de longo prazo de 10 anos já ultrapassou 2,70% e pode atingir 3%, impactando o câmbio no Brasil, com o dólar na faixa de R$ 2,33 a R$ 2,34. A recuperação consistente da economia americana, impulsionada por instrumentos criados para superar a crise, pode levar à retirada gradual das injeções de liquidez a partir do primeiro trimestre do próximo ano.

Diante desse panorama, o país observa atentamente as dinâmicas internas e externas, buscando um equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico.

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