Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
O Banco Central do Brasil elevou a taxa básica de juros, Taxa de juros sobe pela quarta vez e chega a 9% ao ano, a Selic, para 9%, marcando a quarta alta consecutiva. A decisão foi tomada em resposta à inflação que permanece elevada, estimada entre 6% e 6,5%, conforme avaliação do economista Nelson Rocha.
Contexto da alta da Selic: Segundo Nelson Rocha, o aumento da taxa de juros representa um custo necessário para a sociedade brasileira diante do cenário inflacionário atual.
“Infelizmente, esse é um preço amargo que a sociedade brasileira tem que pagar, porque a nossa inflação tem subido bastante”
, afirmou o economista.
Possibilidade de novas elevações: O Banco Central indicou que poderá promover novas elevações da Selic nas próximas reuniões, dependendo do comportamento da inflação e de outros indicadores econômicos. A instituição monitora atentamente os dados para ajustar sua política monetária conforme necessário.
Medidas para conter a valorização do dólar
Além do aumento da Selic, o Banco Central anunciou a oferta de aproximadamente 60 bilhões de dólares em derivativos, linhas de crédito e venda de dólar no mercado à vista até o final do ano. O objetivo dessas ações é conter a valorização rápida da moeda americana no mercado brasileiro.
Nelson Rocha explicou que o principal problema não é o nível do dólar, mas a velocidade com que a moeda americana se valoriza.
“O problema da elevação do dólar não é necessariamente o patamar, mas a velocidade com que ele sobe”
, destacou.
Perspectivas para a inflação: O economista ressaltou que, apesar da inflação poder não apresentar queda no curto prazo devido a indicadores acumulados, a expectativa é de redução da inflação em 2014, desde que haja disciplina fiscal combinada às medidas monetárias e cambiais adotadas pelo Banco Central.
“Vamos ter sim uma inflação em 2014 menor do que a inflação de 2013, que será em torno de 6%”
, afirmou Nelson Rocha.
Informações adicionais
Nelson Rocha enfatizou que o controle da inflação depende da conjugação entre política monetária, política cambial e disciplina fiscal. As medidas recentes do Banco Central, incluindo o aumento da Selic e a intervenção no mercado cambial, fazem parte desse esforço coordenado para melhorar o cenário econômico brasileiro.