Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
O Banco Central do Brasil elevou a taxa básica de juros, Taxa de juros sobe pela quarta vez e chega a 9% ao ano, a Selic, para 9%, marcando a quarta alta consecutiva. A decisão tem como objetivo principal conter a inflação, que atualmente está entre 6% e 6,5%, um patamar considerado elevado para a economia brasileira.
Contexto da alta da taxa Selic
Segundo o economista Nelson Rocha, a elevação da Selic era esperada diante do aumento persistente da inflação e da rápida valorização do dólar. Ele destacou que o impacto maior não está no valor absoluto do dólar, mas na velocidade com que a moeda americana tem se valorizado frente ao real.
Medidas complementares do Banco Central: Além do aumento da taxa de juros, o Banco Central anunciou a oferta de aproximadamente 60 bilhões de dólares em derivativos, linhas de crédito e vendas no mercado à vista até o final do ano. Essas ações visam conter a alta do dólar e, consequentemente, ajudar no controle da inflação.
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Perspectivas para a inflação: Nelson Rocha afirmou que, embora a inflação possa não apresentar queda imediata devido a indicadores acumulados, a expectativa é que ela comece a ceder a médio prazo. O economista ressaltou que o sucesso dessas medidas depende também de uma disciplina fiscal rigorosa. Caso essas condições sejam mantidas, a inflação em 2024 poderá ser menor do que a registrada em 2023, que deve ficar em torno de 6%.
Informações adicionais
Não foram divulgados detalhes sobre possíveis novas altas na taxa Selic. No entanto, Nelson Rocha mencionou a possibilidade de mais uma ou duas elevações até o final do ano, dependendo do comportamento da inflação e de outros indicadores econômicos.