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TCE analisa contratos da Prefeitura com a Pró-Urbano

Órgão analisa se há irregularidades no serviço prestado em Ribeirão Preto
Contratos Prefeitura Pró-Urbano
Órgão analisa se há irregularidades no serviço prestado em Ribeirão Preto

Órgão analisa se há irregularidades no serviço prestado em Ribeirão Preto

Frota de ônibus de Ribeirão Preto acima da idade permitida

Idade média da frota

Um levantamento feito pelo jornal aponta que a frota de veículos de Ribeirão Preto está acima da idade média permitida em contrato. O acordo entre a prefeitura e o Consórcio Proibano estabelece uma idade média máxima de quatro anos para os ônibus, mas muitos veículos já ultrapassam esse limite, atingindo cinco anos e sete meses de idade. O diretor do consórcio, Carlos Roberto Cherule, refuta a alegação, argumentando que a média de idade da frota considera veículos com idades variadas, desde zero até dez anos, resultando em uma média de quatro anos.

Novos ônibus e manutenção

Apesar da justificativa, o superintendente da Transerp, Antônio Carlos de Oliveira Junior, informou que o consórcio precisa entregar novos ônibus até o final do ano. Cherule confirmou o compromisso, afirmando que faltam cerca de 100 ônibus dos 120 previstos para o primeiro semestre. Ele garante que a manutenção dos veículos é feita regularmente e que não há sucateamento da frota. Entretanto, o contrato prevê mais de 400 pontos de recarga, enquanto atualmente existem apenas 221.

Contrato e desafios

Cherule critica o contrato, alegando desequilíbrio devido à redução no número de passageiros nos últimos anos. Ele afirma que a empresa enfrenta dificuldades para realizar novos investimentos, que giram em torno de R$ 30 milhões. O contrato previa o transporte de 3.390.000 passageiros por mês, número nunca alcançado. Atualmente, o transporte em Ribeirão Preto atinge, no máximo, 2.800.000 passageiros. Embora Cherule negue que o transporte seja ruim, ele reconhece a demora como principal queixa dos usuários, atribuindo-a ao trânsito da cidade. Como solução, ele sugere a criação de corredores exclusivos para ônibus, semelhante ao que ocorre em São Paulo. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo investiga detalhes do contrato de concessão, firmado na gestão da ex-prefeita Darci Vera. Vale lembrar que o reajuste da tarifa de R$ 4,20 foi barrado pela Justiça, e os usuários continuam pagando R$ 3,95 pela passagem.

A situação do transporte público em Ribeirão Preto demonstra a complexidade dos contratos de concessão e a necessidade de revisão periódica, considerando as mudanças no cenário econômico e no número de passageiros. A busca por soluções para melhorar a eficiência e a qualidade do serviço é fundamental para atender às necessidades da população.

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