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TCE aponta falhas na entrega de materiais e uniformes escolares na região

Ao todo 13 municípios da região de Ribeirão Preto passaram pela avaliação
uniformes escolares
Ao todo 13 municípios da região de Ribeirão Preto passaram pela avaliação

Ao todo 13 municípios da região de Ribeirão Preto passaram pela avaliação

Fiscais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo encontraram diversas irregularidades em unidades das secretarias estaduais e municipais de educação durante fiscalização em 163 escolas de 144 municípios paulistas. Entre as cidades visitadas estão Altinópolis, Aramina, Barretos, Barrinha, Bebedouro, Dumont, Guará, Ituverava, Jeriquara, Ribeirão Preto, Sertãozinho e Taquaritinga.

Atraso na Entrega de Materiais

Um dos problemas mais graves apontados pela fiscalização foi o atraso na entrega de uniformes escolares e kits com materiais básicos, como lápis, cadernos e canetas. 85,67% das unidades fiscalizadas ainda não haviam entregue os uniformes aos alunos no início do ano letivo. Além disso, em 32% das escolas com obrigação de fornecer uniforme, os alunos não o estavam utilizando, e em 38% não havia controle na distribuição do material.

Livros e Apostilas em más condições

Outro ponto preocupante foi a situação dos livros e apostilas. 17% das escolas não entregaram esses materiais ou o fizeram após o início das aulas. Os fiscais encontraram livros e apostilas armazenados de forma inadequada, em locais como chão, estacionamentos e áreas sujeitas a infiltrações, comprometendo a qualidade e o estado de conservação do material didático.

Falta de Gestão Eficaz

Para o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Renato Martins, os problemas encontrados demonstram falta de gestão eficaz dos recursos públicos. Embora algumas cidades enfrentem dificuldades orçamentárias, a questão principal é a falta de organização e planejamento na distribuição dos materiais. O recurso público já foi gasto na compra dos materiais, mas a distribuição e o encaminhamento para os alunos estão deficientes. As escolas notificadas têm 30 dias para explicar as falhas, sob pena de multas que podem chegar a R$ 50 mil. O Tribunal de Contas poderá realizar nova força-tarefa para verificar a solução dos problemas.

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