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TCE julga como irregular contrato entre Coderp e Atmosphera

Centenas de servidores terceirizados foram indicados para funções dentro da administração pública
contrato Coderp Atmosphera
Centenas de servidores terceirizados foram indicados para funções dentro da administração pública

Centenas de servidores terceirizados foram indicados para funções dentro da administração pública

Desde 2009, a Coderp, empresa vinculada à prefeitura, teve 15 contratos rejeitados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a irregularidades, principalmente em parcerias com a empresa Atmosfera.

Contratos Irregulares e o Caso Atmosfera

O último contrato rejeitado, de R$ 10 milhões para contratação de 103 servidores terceirizados, apresentou mais de sete erros apontados pelo TCE. Esses terceirizados ocupavam diversos cargos, de faxineira a fiscal geral, e a suspeita é de que o contrato servia para alocação de aliados políticos de ex-vereadores investigados na Operação Sevandija.

Indícios de Favorecimento e Desvio de Recursos

A investigação aponta que a licitação favoreceu a Atmosfera, com salários que chegavam a R$ 5.500 para indicados políticos. O contrato, vigente de outubro de 2015 a setembro de 2022 (quando a Operação Sevandija o interrompeu), gerou pagamentos de R$ 2.800 para uma copeira e mais de R$ 6.000 para uma telefonista. Entre 2011 e 2014, a Coderp repassou mais de R$ 160 milhões à Atmosfera. O advogado Feres Sabino afirma que a falta de registro da contratação no site da Coderp já torna o contrato nulo e ilegal.

Consequências e Implicações

O ex-superintendente da Coderp, Marco Antônio dos Santos, preso duas vezes durante a Operação Sevandija, terá que pagar multa de R$ 12.500. A atual superintendente, Guatabi Bernardes Costa Bortolim, afirma que as terceirizações são legais, mas admite não ter sido notificada sobre a rejeição do contrato. Especialistas em administração pública defendem a terceirização por meio do terceiro setor, com processos mais transparentes e claros, evitando desvios de recursos públicos. Os ex-vereadores investigados negam envolvimento no esquema.

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