Má gestão aconteceu em 2014, quando Walter Gomes era presidente da Câmara Municipal
O ex-presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Walter Gomes, enfrenta graves acusações após a identificação de nove irregularidades em sua gestão, conforme relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Gastos Irregulares e Superfaturamento
Entre as irregularidades, destaca-se a aprovação de aumento salarial para funcionários sem análise de custos e previsão orçamentária, indicando superfaturamento e uso indevido de dinheiro público. A frota de veículos da Câmara também apresentou consumo excessivo de combustível, com gastos superiores a R$ 150 mil em 2014, beneficiando diretamente o então presidente.
Verba Indevida e Cabide de Empregos
Além do alto salário de R$ 10.900, Walter Gomes recebeu indevidamente R$ 3.200 mensais a título de verba de representação, totalizando R$ 38.400 em um ano. Ele concordou em devolver o valor, mas pediu parcelamento. Outro ponto crítico foi o elevado número de comissionados, representando mais da metade do quadro de funcionários em 2014, contrariando a Constituição Federal. Grande parte desses cargos comissionados possuía caráter técnico, devendo ser preenchidos por concurso público.
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Possíveis Consequências
O especialista em gestão pública João Luís Passador critica a administração da Câmara, apontando a necessidade de enxugar a folha de pagamento e melhor administrar os recursos públicos. O TCE já havia alertado sobre o problema dos comissionados em 2008, mas a situação persistiu. A Câmara ainda pode recorrer, mas a rejeição das contas pode resultar na perda dos direitos políticos de Walter Gomes por oito anos, considerando seu mandato suspenso desde setembro devido à Operação Cevantija. Seu advogado ainda não se manifestou sobre o caso.



