Quem traz a resposta é a mestra em linguística Lígia Boareto na coluna ‘CBN Papo Certo’
Nesta quinta-feira, o programa Papo Certo recebeu a jornalista e mestre em Linguística Lígia Boareto para discutir um tema da gramática portuguesa: a colocação pronominal. A conversa começou com uma referência à música “Maninha”, de Chico Buarque, que exemplifica o uso coloquial da língua, com frases como “se lembra da fogueira”.
Colocação pronominal na música e na norma culta
Lígia explicou que, segundo a norma culta, a frase correta seria “lembra-se da fogueira”, pois o pronome oblíquo não pode iniciar uma frase. A colocação pronominal, portanto, varia entre a norma culta e a linguagem informal do dia a dia. A discussão se estendeu a outros exemplos, como o uso de verbos pronominais em frases como “vacine-se” e “inscreva-se”.
O uso de “te amo” e “amote”
Outro ponto abordado foi a diferença entre “te amo” e “amo-te”. Enquanto “te amo” é amplamente utilizado no Brasil, em Portugal, “amo-te” é mais comum, seguindo a norma culta. A escolha entre as duas formas depende do contexto, sendo “te amo” mais adequado em situações informais.
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Contexto formal e informal
A jornalista destacou a importância do contexto na escolha da colocação pronominal. Em situações formais, como um vestibular, é recomendado o uso da norma culta. Já em contextos informais, como conversas cotidianas, o uso coloquial é mais aceitável. A discussão incluiu exemplos em diferentes contextos, mostrando como a escolha da colocação pronominal influencia a formalidade da comunicação.
O programa finalizou com um convite aos ouvintes para sugerirem músicas para as próximas edições, mostrando a importância da interação com o público e a diversidade de abordagens sobre a língua portuguesa.