Sobre essas ações confira a entrevista com a especialista em aprendizagem e alfabetização, Alessandra Freitas
A inclusão de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) nas escolas tem crescido significativamente nos últimos anos. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) indicam que, em 2017, o número de alunos com TEA matriculados em escolas públicas e particulares era inferior a 100 mil. Atualmente, esse número ultrapassa 200 mil matrículas.
Importância da inclusão efetiva: Alessandra Freitas, especialista em aprendizagem e alfabetização e mãe de uma criança autista, destaca que a inclusão vai além da simples integração, que é a matrícula do aluno garantida por lei. Ela explica que a inclusão envolve ações pontuais e personalizadas para que o aluno realmente faça parte do ambiente escolar, como a elaboração de Planos de Estudos Individualizados (PEI) e a adaptação de materiais e estratégias pedagógicas.
Critérios para escolha da escola
Segundo Alessandra, os pais devem avaliar o ambiente escolar, verificando acessibilidade física, espaços amplos e conforto para a locomoção das crianças. Além disso, é fundamental observar a abordagem pedagógica da escola, a existência de PEI e a comunicação entre a instituição e as famílias, que são consideradas aliadas no processo educacional.
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Dados sobre a presença de alunos com TEA: Dados recentes do estado de São Paulo indicam que, em média, há de duas a três crianças com TEA por sala de aula na educação básica, principalmente do primeiro ao quinto ano. Esses números referem-se a alunos já diagnosticados, mas existem também crianças que apresentam características do espectro autista sem diagnóstico formal.
Apoio e formação docente: Alessandra ressalta a importância da presença de professores de apoio em sala de aula para auxiliar alunos com TEA, adaptando a linguagem e as estratégias de ensino conforme o nível de suporte necessário. Ela também destaca a necessidade de formação específica para os professores, pois a preparação convencional não contempla as particularidades desses alunos. A atualização e capacitação docente são responsabilidades dos coordenadores pedagógicos e essenciais para garantir uma educação inclusiva de qualidade.
Entenda melhor
O diagnóstico formal do TEA é fundamental para que a escola possa oferecer um atendimento personalizado, conforme previsto em lei. A escola pode identificar sinais e encaminhar as famílias para avaliação especializada. A colaboração entre escola, família e profissionais de saúde é essencial para o desenvolvimento educacional das crianças com TEA.



