A relação entre recursos humanos e tecnologia deixou de ser distante e passou a depender, cada vez mais, da velocidade de adoção e do nível de maturidade das empresas. Ferramentas de inteligência artificial e automação já fazem parte da rotina de organizações mais avançadas, permitindo que o RH reduza tarefas repetitivas e concentre esforços em áreas como cultura organizacional, saúde mental e desenvolvimento de pessoas.
Segundo o especialista Dimas Facioli, grandes empresas já operam no chamado RH 5.0, com uso de inteligência artificial para recrutamento preditivo, análise de habilidades, people analytics e monitoramento contínuo da experiência do colaborador. Já empresas em fase de transição ainda concentram a tecnologia em processos burocráticos, como folha de pagamento, enquanto organizações menos estruturadas seguem dependentes de controles manuais e planilhas.
Apesar do avanço, o setor enfrenta obstáculos importantes, como a escassez de profissionais qualificados, a resistência cultural às mudanças e a visão da tecnologia como custo, especialmente entre pequenas e médias empresas. A tendência para os próximos anos é de expansão do recrutamento com inteligência artificial, decisões baseadas em dados e plataformas focadas na jornada do funcionário. Os detalhes dessa transformação e os impactos no mercado de trabalho estão disponíveis no áudio completo da coluna, na programação da CBN Ribeirão.