Confira os detalhes com Dalton Marques na coluna ‘CBN Tecnovação’
A CBN e a tecnovação discutiram, pela terceira semana consecutiva, as revoluções tecnológicas na saúde, destacando um estudo da UFMG. A telemedicina, tema da semana anterior, foi revisitada, focando na capacidade de ampliar o alcance dos serviços médicos com menor investimento. Apesar dos desafios brasileiros na incorporação dessas tecnologias, o programa explorou exemplos internacionais de sucesso.
O Modelo Israelense: 30 Anos de Digitalização
O estudo da UFMG apresentou o sistema de saúde israelense, 100% eletrônico há 30 anos. Todos os dados médicos são digitalizados e interconectados, incluindo hospitais e farmácias. Este sistema permite o rastreamento de medicamentos controlados, evitando desvios e fraudes. O financiamento se dá por meio de um sistema misto, com contribuições governamentais e taxas da população, oferecendo planos de saúde com opções de escolha para os cidadãos.
O Sistema Holandês: Parceria Público-Privada
Outro exemplo de sucesso é o sistema de saúde holandês, baseado em parceria público-privada. O governo atua como regulador e subsidia alguns grupos, enquanto os cidadãos pagam mensalidades variáveis de acordo com sua renda. A transparência é um ponto forte, com indicadores de qualidade publicados online. O país também se destaca pela inovação em ciências da vida e saúde, com pesquisas em áreas como imagem molecular e bioinformática.
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Lições para o Brasil
A integração entre diferentes atores, como observado nos exemplos de Israel e Holanda, pode ser um caminho para um sistema de saúde mais eficiente no Brasil. Embora o SUS seja fundamental, a incorporação de tecnologias e parcerias com universidades podem melhorar sua gestão, tomada de decisões e financiamento. O programa reforça a importância da inovação e da busca por soluções eficazes para os desafios do sistema de saúde brasileiro.